O retorno ao ambiente escolar merece alguns cuidados, especialmente quando o assunto é alergia. De acordo com os especialistas da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (ASBAI), algumas reações se manifestam com frequência na escola. Os casos mais comuns são as alergias respiratórias, principalmente devido ao acúmulo de ácaros e mofo e contato com o giz. “O giz não é um fator causador de alergias, mas a inalação do pó pode irritar a mucosa nasal, causando assim, crises de rinite ou asma”, explica Dr. Luís Felipe Ensina, Diretor da ASBAI.
Atualmente a alergia atinge no Brasil cerca de 20 a 30% da população
Entre as alergias respiratórias destacam-se a rinite e a asma. A rinite é caracterizada por crises de espirros e coriza, nariz entupido e coceira no nariz, olhos, ouvidos e garganta. A asma aparece com crises de tosse, dificuldade respiratória e chiado no peito. ” Para evitar essas crises, é importante manter o ambiente limpo, arejado e bem ventilado, assim como a limpeza periódica de ar condicionado. As crianças alérgicas devem se sentar distantes da saída do ar condicionado”, alerta o especialista.
Outro cuidado importante nas escolas é com relação à alimentação, uma vez que as alergias alimentares atingem 8% das crianças. As reações manifestam-se em até duas horas após a ingestão do alimento e surgem com o aparecimento de urticárias, de angioedema, agravamento do eczema, chiado no peito, dificuldade respiratória na laringe, diarreia, dores abdominais e cólicas. Em casos mais graves o paciente pode sofrer choque anafilático e precisar de um socorro imediato. Os alimentos alérgicos mais comuns são: leite de vaca, ovo, trigo, frutos do mar, amendoim e soja.
A utilização de medicamentos também requer cuidados importantes no ambiente escolar. Em muitos casos, as reações se manifestam logo na primeira hora após a ingestão do medicamento ao qual a criança é alérgica. As mais comuns são: coceira generalizada, urticarias, edema de pálpebras, lábios e manifestações respiratórias como o edema da glote e asma, em casos mais extremos ocorre o choque anafilático que pode ser fatal. Para evitar essas crises, a orientação é nunca medicar o paciente sem supervisão médica.
“É importante manter a escola informada sobre as alergias que o estudante possa ter e diante de qualquer ocorrência, o aluno deve imediatamente ser submetido a um atendimento médico”, informa Dr. Luís Felipe.
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