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SAÚDE E BEM-ESTAR

Veja 4 benefícios do convívio entre pets e crianças

13 setembro 2021 - 14h40Por Portal MSN

Nada mais agradável do que vídeos de crianças brincando com animais de estimação! Seja gato ou cachorro, esse combo perfeito é ótimo para dar umas risadas e se morder de fofura. Porém, ainda há muitas famílias que possuem receio ao adotar um pet porque ficam com medo em relação aos prejuízos à saúde das crianças. Mas será que os bichanos realmente fazem mal para os pequenos?

Antes de se desesperar, fique tranquilo que essa relação - além de fofa - pode acontecer sem problema nenhum! Segundo Vanessa Mouawad, pediatra neonatologista, a interação com as animais pode ser extremamente saudável, visto que eles são companheiros, estimulam o afeto, a inteligência e o sistema imune, deixando as crianças mais fortes.

"A neurociência explica que quanto mais estímulos para o cérebro mais conexões neurológicas se formam", explica.

Dessa forma, de acordo com Rita Maria Venancio Mangrich Rocha, médica veterinária, para que esse relacionamento seja saudável, vai depender da família, do ambiente familiar, e claro, dos hábitos de interação com os animais.

Ou seja, é possível sim, ter o melhor dos dois mundos! Mas, claro, com muto cuidado e zelo tanto com a criança quanto com o bichinho. Sendo assim, com ajuda das especialistas, confira 4 benefícios desse convívio:

1- Estimula a criança a ter autonomia

Poucos sabem, mas a espontaneidade na relação das crianças com animais faz com que os pequenos realizem atividades físicas, como ir atrás do bicho, ou até mesmo fazer carinho nele. De certa forma, de acordo com Mouawad, esses hábitos aperfeiçoam as habilidades motoras, fazendo com que a criança aprenda a controlar a força para não machucar o animalzinho, por exemplo.

Ademais, segundo Rocha, o hábito de cuidar e de levar os animais para higiene estimula as responsabilidades, e faz com que a criança entenda que cuidar de outro é importante. "Dessa forma, ela [criança] consegue desenvolver valores e observa situações de empatia", clarifica.

2- Combate o sedentarismo

De certa forma, como esse relacionamento estimula a autonomia, também incentiva o combate ao sedentarismo, visto que a criança pode engatinhar atrás do animal, ou até mesmo aprender andar para ir atrás do pet.

Isto é, se você quer que seu pequeno seja mais ativo, um animalzinho em casa pode te ajudar nessa questão.

3- Resistência a doenças

De acordo com Rocha, essa resistência pode ser desenvolvida quando o sistema imunológico é desafiado, ou seja, quando o indivíduo expõe o sistema imune a um antígeno, ou melhor, a um desafio.

"É importante entender que o sistema imune precisa ser desafiado para adquirir memórias, porque se não há desafios, ele fica menos apto com o passar do tempo", esclarece. "Existem situações extremas onde o sistema imune não funciona, neste caso precisam ser protegidos, e existem situações que o indivíduo não tem um bom sistema com respostas, e fica mais exposto a episódios de perigo", explica.

Além disso, segundo Mouawad, o contato com os animais diminuiu até o desenvolvimento de asma e dermatite atópica. "Um estudo feito na Áustria mostrou que se a mãe tem bichos desde a gravidez e a criança convive com esses animais desde o nascimento, a hipótese é ainda menor de desenvolver alergias", desvenda.

4- Ajudam psicologicamente

Existem inúmeros benefícios psicológicos! Melhora a afetividade e pode diminuir a depressão. "Inclusive animais são usados até em hospitais, justamente, com esse intuito para melhorar a parte psicológica dessas crianças internadas", relata Mouawad.

Ademais, crescer com outro ser que precisa de cuidado, como os pets, é importante porque desenvolve empatia, sensibilidade, reciprocidade. E Rocha completa: "se trata bem o bicho, ele também te trata bem".

Aliás, e em relação aos cuidados?

Sabemos que a relação entre os animais e as crianças é super saudável, mas também é necessário alguns cuidados, visto que os pequenos são seres delicados que precisam de uma cautela a mais. Por isso, confira alguns cuidados:

Mantenha uma rotina saudável para ambos

Segundo Rocha, é super importante não sobrecarregar as rotinas de ambos, tanto da criança quanto do animal. "Não devemos expor uma criança para um animal que não tem muita tolerância a esse convívio e o oposto também é verdadeiro, visto que não devemos deixar um filhote com crianças que não conseguem entender que eles são vulneráveis", explica.

Atenção em relação às lambidas

Atire a primeira pedra quem nunca se deparou com uma série de vídeos que mostram os animais dando lambidas nos bebês ou crianças pequenas! Esse hábito pode causar doenças. Por isso, não se deve permitir as lambidas, principalmente em mucosas, feridas, olhos e boca, pois os animais possuem muitas bactérias em sua cavidade oral e algumas são transmissoras de doenças graves.

Cada um com a sua refeição!

Como a ração dos animais ficam no chão, é comum crianças pequenas ingerirem a comida dos peludos. Porém, a ração animal é formulada industrialmente e segue critérios de cuidados e avaliação de qualidade importantes, mas que diferem da alimentação humana e a formulação dietética.

"Se a criança fizer a ingestão acidental de uma ração mantida sobre preservação adequada e em pequena quantidade, não vai acontecer nada de grave. O que não pode é ingerir em grandes quantidades e se aquela porção não estiver bem acondicionada", explica Rocha.

Vale ressaltar que a ração animal não é um alimento indicado para alimentação humana. Isso pode acontecer em situações extremas, a criança pode desenvolver satisfação alimentar por aquele tipo de alimentação que não é adequada.

Fontes: Rita Maria Venancio Mangrich Rocha, médica veterinária e professora do curso de Medicina Veterinária da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR); Vanessa Mouawad, pediatra neonatologista da Maternidade Pro Matre, Hospital Albert Einstein e Hospital São Luiz.

 

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