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Saúde: Hipnose é nova aliada em cirurgias

27 julho 2011 - 17h20

Método pode substituir anestesia geral em algumas operações
Uma nova técnica que pode substituir a anestesia geral em alguns tipos de cirurgia permite que o paciente, enquanto passa pelo procedimento, imagine estar em outro local e, posteriormente, se recupere com maior rapidez. A hipnose — aplicada juntamente com anestesia local — vem sendo utilizada em operações em hospitais da Bélgica e da França e é cada vez mais procurada por pacientes europeus.

A técnica da hipnose permite que a pessoa mesmo sedada, permaneça consciente durante a cirurgia e por evitar os efeitos da anestesia geral, os médicos afirmam que o período de recuperação é menor, assim como a necessidade de analgésicos. Contudo, o método só pode ser utilizado em alguns tipos de operações.

Enquanto os cirurgiões realizavam a retirada da tireoide de Marianne Marquis, de 53 anos, no hospital belga Cliniques Universitaires St. Luc, em Bruxelas, a paciente imaginou estar em uma praia, conforme sua anestesista descreveu sussurrando em seu ouvido alguns minutos antes do início da operação. Ela lembra-se de ter escutado os médicos conversando, mas afirma que teve a sensação de que eles estivessem muito longe dela.

— Imaginava o toque dos dedos na areia e a água cobrindo meus pés — conta.

Segundo ela, a única coisa que sentiu foi uma leve pressão no pescoço com a primeira incisão, mas disse não haver sentido dor.

Desde que os médicos começaram a oferecer a hipnose no hospital em 2003, centenas de pacientes têm escolhido a técnica. Em outra instituição belga, já foram realizadas mais de 8 mil cirurgias com o método desde 1992.

Os médicos defendem que praticamente qualquer cirurgia efetuada com anestesia local pode funcionar com hipnose e uma menor quantidade de analgésicos. Seus partidários afirmam que a técnica pode amenizar a sensação de dor e que também reduz a necessidade de anestesia. De acordo com alguns estudos, isso significa uma recuperação mais rápida e um gasto menor para os hospitais. Contudo, o método requer que o anestesista passe mais tempo com o paciente antes da operação para fazer a hipnose, e que este necessite uma vigilância mais minuciosa durante o procedimento.

A técnica se popularizou em alguns países europeus nos últimos anos. Alguns cirurgiões plásticos e faciais da Alemanha têm utilizado a hipnose, assim como alguns cirurgiões dentistas britânicos.

A Sociedade Francesa de Anestesistas considera a hipnose como um complemento válido da anestesia para reduzir a tensão, a ansiedade e a dor. Em razão da demanda, a organização criou, no ano passado, uma filial sobre o método.

A médica Fabianne Roelants, anestesista de Marianne, descreve a hipnose como um estado de consciência modificado:

— A mente do paciente vai para algum lugar agradável, mas o corpo permanece na sala de cirurgia.

Conforme a médica, se os pacientes sentirem alguma dor durante a operação, os anestesistas imediatamente lhe injetam um analgésico.

Alguns especialistas advertem, porém, que o uso da técnica não é possível em cirurgias maiores de coração e outros órgãos internos porque a dor seria insuportável.

— Se a hipnose não funciona e tens aberto o abdômen o peito de alguém, te encontrarás em grande dificuldade — explica o professor da universidade inglesa de Southampton.

A paciente Marianne, que pode realizar a cirurgia com o método, recomenda a hipnose para as pessoas que querem evitar a anestesia, mas adverte que não é para qualquer um.

— Você tem de estar no estado de ânimo adequado, estar bem preparado e confiar na equipe médica responsável. Se desconfia da hipnose e tem medo que não vai funcionar, provavelmente não vai ter um bom resultado — diz.



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