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Saúde divulga plano para conter gripe A em instituições penais

19 agosto 2009 - 10h48

De forma a prevenir a circulação e contágio da gripe A (H1N1) dentro das unidades prisionais do Estado, a Secretaria de Saúde (SES) divulgou ontem (18) um plano de contingência do vírus voltado aos estabelecimentos penais.

Dividido em quatro grupos de ação (visitantes, funcionários administrativos, da segurança e da saúde), o plano tem como objetivos gerais evitar a entrada do vírus nas unidades prisionais, minimizar os efeitos do H1N1 nestes ambientes, organizar e instruir os públicos sobre formas de prevenção e tratamento da gripe A, bem como disponibilizar recursos humanos e insumos nas atividades relacionadas a doença, e avaliar a necessidade de ministrar remédios.

Sobre os funcionários administrativos e de segurança que atuam dentro dos presídios, o plano orienta para atentar-se à presença de sintomas da nova gripe, bem como deslocar os casos suspeitos para áreas isoladas. A SES informa ainda sobre a necessidade do uso correto de medidas preventivas, como lavagem correta das mãos, o álcool gel e o uso de máscara, luvas e óculos, quanto em contato com os possíveis doentes.

A principal instrução é para que ao verificar sintomas da doença (febre acima de 39ºC, falta de apetite, dores musculares e tosse; em alguns casos, há aparecimento de catarro, dor de garganta, náusea, vômito e diarreia forte) o interno deve ser isolado, evitando o contágio aos demais e possibilitando um tratamento adequado do caso. Para aqueles que atuam na área de saúde (médicos e enfermeiros), a Secretaria de Saúde indica a utilização constante de luvas, máscaras e óculos, no trato direto com casos suspeitos.

Ainda sobre a área da saúde, é recomendado o isolamento e o monitoramento das suspeitas. A lavagem das mãos e a desinfecção de superfícies e também das mãos com uso de álcool gel a 70% é indispensável. Em Mato Grosso do Sul, a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) já está agindo na conscientização da população carcerária, distribuindo folders explicativos e treinando as equipes para lidar com os casos da gripe A.

O vírus da gripe A (H1N1) pode ser transmitido entre as pessoas, e pode ser levado até as instituições prisionais por meio de alimentos, funcionários e visitas. No que tange os visitantes de internos, o plano de contingência alerta para que se evite contato com os detentos caso tenha havido proximidade com vírus no ambiente externo à instituição penal.

Evitar tossir, espirrar ou falar (a menos de um metro) dos internos, e observar sintomas da doença são fundamentais para o tratamento e cura dos doentes.

Primeira vítima em MS

A Secretaria Estadual de Saúde confirmou na tarde de ontem (18) a morte da primeira pessoa em razão da gripe A em Mato Grosso do Sul. A vítima é a estudante Ana Paula Elias Guinda, de 24 anos. Ela trabalhava no Centro de Educação Infantil do bairro Paranapungá e era aluna do terceiro ano do curso de pedagogia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

Segundo a diretora do Departamento de Vigilância e Saneamento de Três Lagoas, Maria Angelina Zuque, Ana Paula manifestou os primeiros sintomas de gripe no dia 20 de julho e foi internada no Hospital Nossa Senhora Auxiliadora, na cidade, no dia 24 julho, onde o estado de saúde se agravou e ela morreu no dia 3 de agosto, com quadro de pneumonia aguda.

Maria Angelina diz que o caso foi notificado no dia 24 a Secretaria Estadual de Saúde e Ministério da Saúde e que a partir daí foi feito um monitoramento dos familiares e pessoas que conviviam com a jovem. “Foi um caso isolado. Ninguém da família ou de pessoas próximas pegou a gripe. No Centro de Educação Infantil também não, já que no período em que ela apresentou os sintomas e foi internada, a unidade ainda estava em férias”.

A confirmação da primeira morte por gripe A no Estado foi feita através do exame de técnica genética (RT-PCR), realizado no Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo. Antes desse resultado, a primeira amostra coletada da paciente deu resultado inconclusivo, por isso, foi necessária uma o encaminhamento de uma segunda amostra para confirmação.

Em Três Lagoas, a diretora do Departamento de Vigilândia e Saneamento diz que existem mais sete casos suspeitos da doença, sendo que três pacientes permanecem internados no Hospital Nossa Senhora Auxiliadora e quatro já tiveram alta médica.

No Estado

Em Mato Grosso do Sul, conforme o diretor de Vigilândia em Saúde, Eugênio Barros, existem mais cinco casos de mortes em que a suspeita é tenham sido causados pelo vírus da gripe A, o H1N1, sendo quatro de Campo Grande e um de Ponta Porã. Existe ainda uma sexta morte suspeita, de Amambai, que só será confirmada por vínculo epidemiológico, já que não foi coletada amostra e nem realizada necropsia.

“Não esperamos acontecer nenhum óbito para tomar as medidas e providências de assistência necessárias.” Desde 23 de junho, quando aconteceu a primeira notificação de caso da doença em Mato Grosso do Sul, a SES vem seguindo rigorosamente as orientações do Ministério da Saúde”, assegura Barros.

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