A Secretaria Municipal de Saúde está reforçando o alerta à população para manter o controle dos focos do mosquito Aedes aegypti, evitando uma nova epidemia de dengue na cidade. Ontem, em entrevista para uma TV local, o secretário municipal de Saúde de Dourados, João Paulo Barcellos Esteves, lembrou que a situação está controlada, mas a dengue é um "fantasma" que assombra a vida das pessoas.
O secretário enfatizou a importância de manter o estado de vigilância permanente, não permitindo água acumulada, "principalmente nesta época de muita chuva e calor". "Sempre existirá o risco de epidemia de dengue e ninguém pode relaxar na limpeza de terrenos e quintais. A população deve evitar juntar vasilhames e embalagens que acumulam água", enfatizou o secretário.
Nesses três primeiros meses de 2008, Dourados registrou 77 notificações de infestação da dengue, sendo 10 casos positivos, 53 negativos e 14 pendentes. No mesmo período do ano passado, foram 3.138 casos de dengue positivos e 350 negativos, segundo dados da Superintendência de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde.
Apesar dos números estarem bem inferiores comparados com o ano passado, o Centro de Controle de Zoonoses continua agindo contra o mosquito. Na semana passada, agentes de controle de vetores coloraram 320 armadilhas, a cada dez quarteirões, para capturar o mosquito, detectar que tipo de vírus carrega o Aedes aegypti que hoje circula em Dourados e se o vetor já adquiriu resistência ao inseticida. O material coletado é enviado ao Ministério da Saúde para análise.
A grande quantidade de mosquito coletada nas armadilhas mostra que a infestação do Aedes aegypti vem crescendo, especialmente em bairros nobres, onde há um maior número de piscinas e obras paralisadas. É o caso do Jardim Paulista, que registra um índice de infestação de 9,29% (a cada 100 casas, cerca de nove têm focos do mosquito). O bairro só perde para a Vila Almeida, localizada na região do Jardim Itália, com 9,57%. Em seguida vem o Jardim Monte Alegre (7,46%), o Mato Grosso (3,98%), Santa Clara (3,81%), Sulmat (3,8%) e Jardim Bará (3,08%).
A superintendente da Vigilância em Saúde do município, Sílvia Bosso, explica que o vírus do tipo II, presente no Rio de Janeiro, pode acabar ressurgindo em MS através de casos importados, por meio do transporte em embalagens e outros meios, por exemplo. O vírus que hoje ataca os cariocas já circulou no Estado e deixou imunizada parte da população. No entanto, a doença acaba acometendo a geração mais nova, crianças e adolescentes, que não tiveram contato com esse sorotipo.
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