A partir do dia 2 de abri, já na semana que vem, 26 milhões de brasileiros que têm plano de saúde terão direito a cirurgias e tratamentos que hoje não são cobertos. As mudanças - cerca de cem novos procedimentos - valem para todos os planos contratados a partir de 1999.
As empresas serão obrigadas a oferecer cirurgias com o uso de videolaparoscopia, além do chamado autotransplante de medula óssea e de procedimentos como vasectomia e laqueadura. Também passam a ser cobertos o fornecimento e colocação de DIU, exames de DNA para tratamento de doenças genéticas e a mamografia digital.
O segurado ainda terá direito a uma sessão por mês com psicólogo e seis por ano com
fonoaudiólogo, nutricionista e terapeuta ocupacional. Daniela Trettel, advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), diz que a mudança vai ajudar o consumidor, mas que muitos procedimentos ainda estão de fora.
Consumidor
Por oito anos seguidos, as empresas de plano de saúde foram o maior alvo de queixas no Idec. E os clientes vão ter que continuar de olho pra ver se os planos vão cumprir os novos procedimentos médicos que passam a ser obrigatórios no mês que vem.
São casos como o da família de Adelina Alves de Jesus, de 76 anos, que tem o plano de saúde pago pelas filhas, mas enfrentou problemas na hora em que precisaram de tratamento.
Dona Adelina precisava operar o fígado. Só que o plano se recusou a cobrir o material cirúrgico. A família teve que se responsabilizar pela dívida de quase R$ 2 mil. "Não tinha escapatória, tinha que pagar. A gente não pensa duas vezes, (a gente) assina”, diz a manicure Ivanilde Alves Silveira, filha de Adelina.
A doença do administrador de empresas Manoel Carodoso - grave e progressiva, segundo os médicos - é uma espécie de reumatismo na coluna. Quando fez o plano de saúde, ele declarou que sofria do problema. Cumpriu dois anos de carência. Agora, não consegue o tratamento.
"E sou dependente desse medicamento, sem ele eu sinto dor na coluna, na lombar, mais especificamente”, diz Cardoso.
Custos
A Associação Brasileira de Medicina em Grupo (Abramge) informou que pediu nesta segunda-feira (24), na Justiça Federal, a suspensão das novas regras dos planos de saúde. Segundo a Abramge, as mudanças vão aumentar em até 10% o valor da mensalidade.
Já a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) informou que a ampliação da cobertura não pode representar repasse de custos para os beneficiários.
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