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SAÚDE & BEM - ESTAR

Muito prazer, eu sou o autoconhecimento. Em que posso te ajudar hoje?

28 novembro 2020 - 06h20Por Uisney Gomes Portella

De acordo como o último censo do IBGE, realizado em 2018, a expectativa de vida do brasileiro passou para 76,3 anos. Imagine conviver mais de sete décadas sem conhecer o personagem principal de sua vida: VOCÊ MESMO! Pode parecer um tanto inusitado, mas essa é a triste realidade, as pessoas vivem uma vida inteira e não se conhecem. A todo instante são apresentadas a surpreendentes facetas de si mesmas. Algumas vezes, corajosas, coerentes e equilibradas, capazes de decisões que trazem orgulho. O problema é que, outras tantas vezes, somos confrontados com extensões de nós mesmos que nos trazem sofrimento, angústia, vergonha, desequilíbrio. A partir dessas possibilidades de atuação, é inevitável formularmos a seguinte pergunta: Quem sou eu?

O questionamento pode parecer simples, quem sabe até proporcionar respostas irônicas de pessoas que encerrem a leitura do texto por aqui. Por outro lado, ainda bem por isso, existem pessoas que ponderam sua existência. Para elas, a pergunta se torna inquietante. Elas sabem a extensão do que está sendo proposto. Esse é o objetivo desta matéria: despertar o desejo pelo autoconhecimento. O caminho para o autoconhecimento, como será descrito nas linhas a seguir, é árduo. Exige de nós o esforço que, por vezes, não estamos dispostos a oferecer. 

O autoconhecimento não é um ato mágico. Muito pelo contrário, ele é um processo com altos e baixos, confrontos, alegrias e decepções, mas, nem por isso, deixa de ser uma jornada engrandecedora. Faço o convite para que você leia esta matéria até o final. O texto trará inquietações, questionamentos e dúvidas, afinal, é o começo de uma caminhada. Aceita o convite? Então vamos juntos descortinar esse universo de possibilidades que se chama autoconhecimento.

Viver de acordo com as minhas expectativas, não pelas expectativas dos outros 

Toda jornada começa com um primeiro passo. Parece clichê? É a mais pura verdade. Romper a inércia é o princípio de qualquer mudança. Não há como ser diferente estando no mesmo lugar, na chamada “zona de conforto”. A criança quando aprende a andar rompe com a inércia. Afinal, o interessante está, quase sempre “do outro lado da sala”. Por isso ela engatinha, se equilibra no que for possível, mas chega até seu objetivo. À medida que crescemos parece que perdemos essa “coragem” para seguir adiante. Portanto, caminhar é preciso!

Ainda utilizando a criança como metáfora, outro ponto importante que desejo citar é que os pais tentam evitar certos “acidentes” com os filhos. A prudência faz com que os perigos sejam afastados. Nada mais compreensível. Agora, imaginem se esses cuidados rompessem a primeira infância, invadissem a adolescência, a vida adulta. Jamais teríamos a possibilidade de experimentarmos o mundo por nós mesmos. Ele sempre seria traduzido de forma segura para nós. Estaríamos sempre na dependência dos cuidados e da “facilitação da jornada” por outras pessoas. O resultado é que nossas experiências chegariam até nós digeridas por outras pessoas. 

Viver requer que estejamos aptos a experimentar e crescer através da experiência. Porém, como fazer isso se, na verdade, minhas experiências não são minhas? Ou seja, a minha identidade no mundo está vinculada pelas expectativas de outras pessoas. Viver para atender a essas expectativas são como construir um “avatar” de si mesmo. Existo, mas não conheço minha essência. Ter as próprias experiências são abraçar quem de fato somos. Sócrates, Platão e Aristóteles, desde a Grécia Antiga, já assinalavam que o ser humano é movido pela falta, pela necessidade, pelo desejo da novidade. Por isso, somos naturalmente impulsionados a “engatinhar, andar e correr” em direção ao que nos completa. É verdade que, por vezes, será necessário “recalcular a rota”, mas isso faz parte da experiência de ter suas próprias experiências! Para servir de incentivo, tenho uma novidade marcante: SOMOS IMPERFEITOS! 

Como Gestalt-terapeuta gostaria de transcrever a célebre frase de Fritz Perls, um dos pilares dessa abordagem psicológica. 

"Eu faço as minhas coisas e você faz as suas. Não estou neste mundo para satisfazer as suas expectativas, e você não está neste mundo para viver conforme as minhas. Você é você, eu sou eu. E se por acaso nos encontrarmos, é lindo. Se não, nada há a fazer." (Fritz Perls)

Viva, porque você está viva(o)! O autoconhecimento só é possível a partir do momento em que faço minhas próprias escolhas. É necessário viver de acordo com suas expectativas e, não, pelas expectativas dos outros. Não podemos viver como marionetes controladas pelo desejo alheio. Rompa as cordas! Sinta o seu próprio peso sobre suas pernas! Assuma a responsabilidade pela sua existência, só assim o autoconhecimento poderá ser uma realidade em nossas vidas.

Os benefícios do autoconhecimento

Acredito que não deveria haver nenhuma discordância acerca dos benefícios de conhecer a si mesmo. Entretanto, gostaria de apresentar alguns benefícios desse estado de autorrelação transparente, que proporciona crescimento genuíno. São eles:

- Conhecer suas fortalezas e fraquezas – somos uma eterna dicotomia entre força e fraqueza. Ou seja, como seres humanos, oscilamos entre esses dois polos. No mundo real, não existe pessoa absolutamente “forte” ou absolutamente “fraca”. Os sentimentos de força e fraqueza estão diretamente relacionados a questões que são apresentadas diariamente em nossas relações ambientais e interpessoais. Assim, só reconhecemos o quanto somos fortes, ou fracos, a partir do confronto com os mais diversos tipos de situações. Por exemplo, a perda de um ente querido, o término de um relacionamento, a abundância ou escassez de recursos financeiros. Quando somos confrontados, podemos identificar nossas fortalezas e fraquezas. 

A prudência sugere que nos distanciemos das situações que, reconhecidamente, nos abatem. Por outro lado, nossas fortalezas devem ser exploradas e desenvolvidas, servindo como base para o próximo ponto que abordarei a seguir: o autoapoio.

- Autoapoio – a Gestalt-terapia considera que amadurecer significa a transição do apoio ambiental para o autoapoio. Já explico. Lembram da metáfora da criança que usei anteriormente? Agora aquele exemplo não será metafórico. Desde as primeiras fases de nosso desenvolvimento somos supridos por um ambiente acolhedor. A mãe que alimenta, acaricia, protege, a família que proporciona as primeiras interações sociais, etc., entretanto o ciclo vital evolui. O apoio ambiental deve, aos poucos, se transformar em autoapoio. Esta é a condição de suporte emocional que está disponível na/para própria pessoa. Somente a partir dessa transição é que podemos superar frustrações, acumulando repertório suficiente para nosso crescimento pessoal. 

- Crescimento pessoal - conhecer nossas fortalezas e fraquezas é fundamental nesse processo que Fritz Perls nomeou como “maturação”. Sobre isso Perls escreve: “O ser humano que pode viver em contato íntimo com sua sociedade, sem ser tragado por ela nem dela completamente afastada, é um ser humano integrado. É autossuficiente, porque compreende a relação entre si e a sociedade”. Estamos em constante processo de construção e autoconhecimento, numa jornada em direção ao crescimento pessoal. Existimos e, ao longo de nossa existência, vamos formulando nossa essência. Bloquear ou sabotar seu autoconhecimento é restringir o seu crescimento pessoal. Seria como se, voluntariamente, você se trancasse numa caixa. É uma zona de conforto que impede experiências. Com o passar do tempo, o que era segurança se torna angústia, claustrofobia. Somos livres para optarmos pelo crescimento pessoal. Você pode sair dessa caixa que te impede de crescer!

Conhecer suas fraquezas e fortalezas, autoapoio e crescimento pessoal são alguns benefícios do autoconhecimento. A seguir, falarei sobre a atuação da psicoterapia no processo na busca pelo autoconhecimento. Vamos conferir?

Autoconhecimento: um objetivo da psicoterapia

Crise, ninguém deseja passar por alguma, concordam? A crise, no entanto, pode ser vista de outra forma: como oportunidade de crescimento. Em terapia o paciente tem a oportunidade de falar e, principalmente, se ouvir. O Gestalt-terapeuta o conduz através dos meandros de suas experiências, fazendo com que ele próprio tome consciência de sua condição, abrindo-se para o desejo do crescimento pessoal. A partir dessa tomada de consciência, as diversas situações que evocam a crise passam a fazer sentido, surge a identificação de fortalezas e fraquezas e, consequentemente “um caminho” que poderá ser seguido de forma mais equilibrada e qualitativa.

A interação entre terapeuta e paciente é protegida pelo sigilo e pela escuta atenta e técnica, por parte do psicólogo. Por isso eu acredito na psicoterapia. Acredito em possibilidades que se descortinam a partir do autoconhecimento. Afinal, deve ser extremamente frustrante conviver com alguém que não conhecemos, por toda uma vida. Pior ainda quando esse “alguém” se trata de nós mesmos. Fica o convite para que você busque o autoconhecimento!

Saiba que é importante romper a inércia. O que você procura pode estar “do outro lado da sala”. É preciso, como uma criança, engatinhar até lá. Perder o desejo por novas descobertas é morrer antes da morte chegar. Psicoterapia não é “coisa para maluco”, é coisa para pessoas corajosas, que desejam crescimento pessoal. Quanto mais se investe na saúde mental, mais frutos de uma vida equilibrada são colhidos. Reflita sobre isso! Busque ajuda profissional. Não há nada perdido! Lute por você. Lute por quem você ama. Viver é um dom! Viver bem é uma possibilidade mais próxima do que se imagina! Agende sua sessão de terapia. Aguardo seu contato.

Telefone: (67) 99660-8147

Facebook: Uisney G. Portella Psicólogo

https://uisneypsico.com.br

Rua Toshinobu Katayama 1350, Sala 7, Galeria Planalto, Vila Planalto, Dourados - MS

 

 


 

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