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Médico garante que saúde de presidente é ótima

12 maio 2004 - 22h15

O médico pessoal de Luiz Inácio Lula da Silva, o cardiologista Roberto Kalil, descartou nesta quarta-feira qualquer alteração nas avaliações médicas do presidente relacionadas com o abuso de bebidas alcóolicas e enfatizou que a sua saúde é "boa". "Como médico dele há pelo menos dez anos, posso dizer que ele é uma pessoa normal e saudável, que acorda todos os dias às 6h da manhã para fazer exercícios e trabalha o dia inteiro", disse. Kalil, que é amigo pessoal do presidente, frequenta o Palácio do Alvorada e acompanhou Lula por dez dias em viagem ao Oriente Médio em dezembro, afirmou que nunca notou nenhum "abuso" relacionado ao álcool. "Eu nunca percebi um abuso de bebida e nunca tive que lidar com esse tipo de problema", afirmou, lembrando que Lula fez seu último check up anual em setembro do ano passado. O jornal The New York Times publicou uma reportagem recentemente afirmando que o consumo excessivo de álcool de Lula tinha virado uma preocupação nacional. O texto provocou polêmica e despertou a ira do governo, que considerou o artigo calunioso. O médico, que é ligado ao Instituto do Coração (Incor), descartou que as pressões do mandato possam ter feito o presidente consumir álcool com mais frequência, como sugere a reportagem. Ao contrário, ele acredita que a rotina de Lula está mais saudável atualmente do que antes de se tornar presidente. "Hoje ele acorda todos os dias para fazer exercício. Antes, isso era mais inconstante", afirmando que as duas únicas preocupações em relação à saúde de Lula são o excesso de peso e a bursite que castiga seu ombro. "Ele precisa de exercício e dieta, como qualquer pessoa". "Além disso, ele sempre está de bom humor, enfrenta bem as situações. Ele joga futebol, apita jogos, come churrasco, bebe cervejinha. Ele é bem a imagem do brasileiro", afirmou. Ontem, o presidente Lula mostrou indignação com a reportagem, dizendo a jornalistas que a matéria não merecia "resposta", mas "ação". Na sequência, o Ministério da Justiça anunciou a revogação do visto temporário do correspondente Larry Rother, autor da matéria, alegando que sua presença no país era "inconveniente". A medida gerou polêmica negativa para o governo e foi duramente criticada no Brasil e no exterior nesta quarta-feira, sendo interpretada como um ato contra a liberdade de imprensa.

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