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Leia o artigo de Geraldo Resende: Saúde, volver!

14 agosto 2009 - 17h21

Juntamente com o colega Marçal Filho formalizei, semana passada, um pedido para que a Comissão de Seguridade Social e Família e o Tribunal de Contas da União realizem fiscalização para saber de que forma foram utilizados todos os recursos repassados pelo governo federal para a área da saúde de Dourados nos últimos três anos. Também estive com o ministro Augusto Nardes, do TCU, reiterando o pedido.
Ao fazer essa solicitação, entendemos que estamos cumprindo nosso papel de fiscalizar a correta aplicação dos recursos públicos, principalmente quanto àqueles que, por meio de nossa atuação parlamentar, viabilizamos para as mais diversas áreas, notadamente à saúde pública.
Isso não significa que eu e o Marçal estejamos acusando alguém, mas diante dos fatos trazidos à tona pela polícia e pela imprensa em nosso município, é preciso tornar mais rígida essa fiscalização. Refiro-me às denúncias de corrupção e de fraude em licitações públicas reveladas pelas operações “Owari” e “Brothers”, realizadas pela Polícia Federal e que resultaram na prisão e no indiciamento de secretários municipais, vereadores, funcionários públicos e empresários de Dourados e de outras cidades do Mato Grosso do Sul e do Paraná.
Pelos dados que a polícia divulgou, a saúde era um dos nichos preferidos desse grupo que agia com desenvoltura assombrosa, fraudando licitações, corrompendo funcionários públicos, tratando a coisa pública como uma propriedade privada.
Como parlamentar e homem público, me orgulho de tudo o que fiz na vida. Por isso não posso me ausentar dessa discussão, levando em conta que minha relação com a saúde vem de longa data: inicialmente, fui usuário dos serviços públicos de Saúde; depois, trabalhei na estrutura da Rede Pública de Saúde; mais tarde, fui prestador de serviços e por fim fui gestor do Sistema Público de Saúde, quando fui titular da Secretaria Estadual de Saúde.
No início da semana passada já tinha feito essa mesma solicitação ao diretor do DENASUS – Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde, Luis Carlos Bolzan, que se comprometeu a proceder a fiscalização no menor espaço de tempo possível. Também encaminhei à Secretaria de Saúde do Estado de Mato Grosso do Sul um pedido de realização de auditoria em Dourados para saber como e aonde foram utilizados, nos últimos três anos, os recursos destinados à saúde municipal em Dourados.
É preciso ressaltar que apenas com o resultado do meu trabalho em Brasília, ajudei a destinar nos últimos seis anos quase R$ 15 milhões, apenas para a saúde da cidade de Dourados. São recursos que viabilizaram a reforma de postos de saúde, a compra de equipamentos, a construção de hospitais e, no futuro próximo, vão permitir a entrada em funcionamento da mais moderna clínica de atendimento às mulheres da Região Centro-Oeste.
Portanto, não é possível admitir, caso se comprovem as denúncias reveladas pela operação da polícia federal e divulgadas pela mídia, que pessoas mal intencionadas se escondam por trás da máscara da impunidade para desviar o dinheiro que deveria estar custeando remédios, exames, cirurgias e tratamentos de pessoas que não têm outros recursos senão contar com a estrutura pública de saúde.
*Médico e deputado federal (PMDB-MS)

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