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SAÚDE & BEM-ESTAR

Falando do Transtorno Bipolar

14 dezembro 2021 - 09h20Por Luciane Sperafico

A Psicoterapeuta com formação em Psicologia Positiva e mestre em psicologia Luciane Sperafico explica um pouco mais sobre o que é e como se trata o transtorno bipolar (TB).


É, portanto, uma doença crônica, caracterizada pela variação intensa e desproporcional do humor, havendo ou não algum forte fator estressor presente no momento. Essas variações de humor fazem a pessoa agir de forma inadequada, havendo prejuízos em uma ou mais áreas de sua vida. 
Este problema torna as pessoas mais vulneráveis a estresses emocionais e físicos.


O início desse transtorno geralmente acontece na adolescência ou no começo da fase adulta, embora possa, raramente, começar no início da infância ou aos 40, 50 anos. Quem recebe o diagnóstico de transtorno bipolar pode ser que apresente, em alguns períodos, um estado de “humor normal”, o que chamamos de um estado de humor alterado. 


Dentre os possíveis quadros de humor alterado, uma pessoa com TB pode manifestar a depressão, a mania/hipomania ou o episódio misto. As primeiras ocorrências dos sintomas podem se dar de forma gradual ou com crises mais graves, tanto pela fase de mania como pela fase de depressão, e a frequência, a intensidade e o tempo de cada episódio de humor varia muito de uma pessoa para outra.


A fase de mania começa frequentemente com uma sensação de aumento intenso de energia, de criatividade e de sociabilidade. Neste momento, é comum haver uma falta de bom senso e maior irritabilidade também. Em estado maníaco, a capacidade de se autocriticar costuma ficar muito reduzida, e a pessoa reage de forma mais impulsiva ou mesmo com raiva a qualquer um que aponte um problema.

Na mania, além de se sentir incomumente eufórico ou irritável (ou parecendo assim para aqueles que o conhecem bem), o indivíduo também pode apresentar pouca necessidade de sono (mesmo tendo grande quantidade de energia); pensamento acelerado; dificuldade para focar a atenção, por se dividir em muitos assuntos ao mesmo tempo; um inflado senso de poder, grandiosidade ou importância; e/ou fazer coisas imprudentes ou temerosas, sem considerar as possíveis consequências (ex: gastar muito dinheiro, aumento da expressão da sexualidade, descuidar da segurança). Em alguns casos extremos, a pessoa pode até apresentar alucinações (ouvindo ou vendo coisas que não existem) ou ilusões (distorcendo informações recebidas e acreditando em coisas que não são verdadeiras) (APA, 2014). 


O indivíduo com TB também pode apresentar a fase de hipomania, um quadro menos intenso de euforia. Nesta fase, há sintomas similares à mania, mas em menor intensidade. 


Comumente no episódio hipomaníaco a pessoa se sente melhor que a usual e mais produtiva. Nestes casos, não há sintomas psicóticos (alucinações e/ou ilusões). Desta forma, por sentir-se bem e causar problemas menos graves, a fase de hipomania pode, frequentemente, levar a pessoa a demorar mais para buscar tratamento ou, estando em tratamento, concluir que pode parar a medicação. 


Diferentemente das fases maníacas e hipomaníacas, na fase depressiva grave a pessoa se sente triste, melancólica ou apática. Perde o interesse por atividades que normalmente gosta e pode apresentar sintomas como: insônia ou sono excessivo; perda ou excesso de apetite; problemas de concentração; dificuldade para tomar decisões; sentir-se lento ou inquieto; se sentir sem valor ou culpado, ou com autoestima muito baixa; sensação de perda de energia, cansaço físico e mental; e/ou apresentar pensamentos de morte. Em alguns casos de depressão severa a pessoa pode apresentar alucinações/ilusões e também a necessidade de internação.


Além disso, há também os quadros mistos, onde ocorrem de forma combinada tantos sintomas da depressão e da mania/hipomania. Ou seja, a pessoa pode ficar tanto excitada ou agitada como em estado de mania, mas também pode se sentir irritada e deprimida, ao invés de se sentir no topo do mundo.


 É um quadro que também gera muito sofrimento. O Manual diagnóstico e estatístico dos transtornos mentais (DSM-5), publicado pela Associação Psiquiátrica Americana (APA, 2014), descreve quatro tipos de TB: 


*O tipo I é caracterizado por um ou mais episódios maníacos ou mistos, geralmente acompanhados por episódios depressivos; 
*O TB tipo II se caracteriza por um ou mais episódios depressivos, acompanhados por pelo menos um episódio hipomaníaco; 
*O TB ciclotímico, que se diferencia por apresentar, por dois anos ou mais, vários períodos de sintomas hipomaníacos que não satisfazem os critérios para um episódio maníaco e vários períodos de sintomas depressivos sem que se preencha todos os critérios para um episódio depressivo. 
*O TB não ocorre por culpa da pessoa, nem é o resultado de uma personalidade fraca ou instável. Ele é uma condição médica tratável, para a qual existem medicamentos específicos e tratamentos psicoterápicos que ajudam a maioria das pessoas. Acredita-se que haja um componente genético para que uma pessoa desenvolva o TB, pois este tende a acontecer em famílias. Além dessa característica genética, fatores estressantes que ocorrem ao longo da vida do indivíduo atuam como “gatilhos”, os quais podem influenciar no “despertar” de um episódio maníaco ou depressivo.


Segundo a especialista a Psicoterapia pode ajudar na identificação dos pensamentos que podem estar mantendo dificuldades, e, no questionamento deles, modificá-los caso não sejam realistas. O objetivo da terapia é lhe ajudar a encontrar pensamentos alternativos que irão proporcionar menor intensidade de sentimentos desconfortáveis, ou mesmo o desenvolvimento de sentimentos agradáveis, e, por conseguinte, reações comportamentais mais apropriadas frente à situação. Assim, haverá maior chance de manter o nível de estresse controlado, e isso será fundamental para manter o humor equilibrado por mais tempo.


Portanto, todos nós podemos ter momentos de altos e baixos no humor: alegria tristeza, raiva dentre outras emoções são normais diante de determinados momentos do seu cotidiano. Entretanto, como já vimos anteriormente, no caso do TB a pessoa tem oscilações de humor fora de proporção, ou totalmente desconexas frente aos acontecimentos da vida, afetando diretamente seus pensamentos, sentimentos, comportamentos, além de danos significativos tanto na sua saúde física quanto mental.


Como posso lidar com o transtorno bipolar?
*O tratamento farmacológico se constitui como importante elemento de controle dos sintomas presentes no TB. Aliado a ele está a Psicoterapia, que apresenta excelentes resultados no tratamento desse transtorno, além da psicoeducação. 


 *A reflexão sobre um texto informativo como este é muito importante para o sucesso do tratamento. Compreender questões relativas à natureza e ao tratamento desse transtorno, provendo ensinamentos teóricos e práticos à pessoa que possui TB, contribui para que a mesma possa lidar melhor com a doença, diminuir o estigma associado e se motivar na colaboração do tratamento.


*Manejo de sintomas: A psicoterapeuta ensinará estratégias para que o indivíduo possa se automonitorar e acompanhar a sua evolução. A pessoa com TB aprenderá a avaliar o próprio humor, a qualidade do sono, regular o ritmo das atividades diárias.


O texto foi esclarecedor? Se ainda restaram dúvidas caso você deseja realizar uma avaliação Psicodiagnóstica ou Psicoterapia ou se estiver passando por algum dos sintomas listados nesse texto, talvez seja hora de falar com um especialista. Agende uma consulta conosco!
Atendimento com Crianças, Adolescentes, Adultos e Idosos.


CENTRO DE ATENDIMENTO E INTERVENÇÃO EM PSICOPEDAGOGIA, PSICODIAGNÓSTICO/PSICOLOGIA /NEUROPSICOLOGIA /COACH VOCACIONAL & CARREIRA/ HIPNOTERAPIA
Os contatos: (67)999548716 / (67)34210550
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“Sobre a Profissional- LUCIANE SPERAFICO”
* Mestre em Psicologia
* Psicanalista
* Especialista Em Psicoterapia Cognitivo Comportamental
*Formação em Psicologia Positiva 
*Hipnoterapia Clínica
* Psicopedagoga
* Pedagoga 
* Neuropedagoga
* Especialista Em Neuropsicologia 
* Formação Em Habilitação e Reabilitação Neuropsicológica “Luriana”
* Especialista Em Educação Especial com ênfase em Autismo
* Screener da Síndrome de Irlen
*Analista Comportamental DISC pela SLAC
* Coach de Carreira &Coach Vocacional
*Facilitadora da metodologia LEGO SERIOUS PLAY e POINTS OF YOU
*Tutora Cogmed- Treinamento de Memória Operacional 
*Formação em Terapia do Esquema
*Atualização em Mindfulness 
                                                                                                   Fonte: (Basco & Rush, 1996; Juruena, 2001; Rangé, 2001)
 

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