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SAÚDE & BEM - ESTAR

Entendendo sobre a Agressividade Infantil

A Psicoterapeuta cognitivo comportamental e Me em Psicologia, "Luciane Sperafico" explica um pouco mais sobre a Agressividade Infantil.

24 novembro 2020 - 08h29Por Luciane Sperafico

Crianças inspiram cuidados durante todas as etapas do seu crescimento e nas mais variadas situações por que passam. Entenda a agressividade infantil.

Mesmo zelando pelo bem-estar dos seus filhos e tomando medidas educativas para criá-los, muitas famílias enfrentam dificuldades com certos comportamentos, sendo a agressividade infantil uma das práticas mais preocupantes.

A boa notícia é que há formas de superar esse desafio.

Para aprender a lidar com a agressividade infantil, vale a pena primeiramente entender como identificar esse comportamento.

É muito importante que os pais e responsáveis entendam a diferença entre «agressão» e «agressividade»:

Agressão – é uma ação única de uma criança, que ultrapassa as normas éticas e morais e pode causar danos psicológicos ou físicos às pessoas ao redor.

Agressividade – é uma forma de comportamento, que já está se tornando frequente.

A agressividade é um sentimento natural e comportamentos agressivos, são relativamente comuns entre as crianças pequenas, pois estas ainda não aprenderam a controlar seus sentimentos e reações, especialmente a frustração e a raiva que dela decorre. Entretanto, ninguém  aprende sozinho a dominar sua agressividade: é preciso que os pais e os profissionais da educação que lidam com essa faixa etária, estejam atentos, observando constantemente a maneira como os pequenos começam a se relacionar com coleguinhas e com os adultos. E também, é claro, se prepararem para interferir quando as mordidas, os arranhões e os tapas aparecerem no grupo.

Demonstrações de força física, entre crianças dessa faixa etária, são ações esperadas uma vez ou outra. 

Entretanto, se essa conduta está presente no dia a dia, como única forma infantil de demonstrar seus sentimentos de desagrado, raiva, ciúmes, ansiedade e até para chamar a atenção, de modo persistente e difícil de ser controlada, temos que buscar caminhos para ajudar a criança, pois algo não está bem com o seu desenvolvimento.

Na medida em que o tempo passa, as consequências vão surgindo, como, por exemplo, uma grande dificuldade de lidar de maneira adequada com as outras pessoas em todos os ambientes. Sua socialização vai se tornando cada vez mais empobrecida, permeada de múltiplos problemas de relacionamento e decorrente a isso, sua autoestima fica diminuída e frequentemente até sua escolaridade é prejudicada.

Algumas vezes, este comportamento é resultado de uma disciplina familiar excessivamente severa ou ao contrário, muito negligente; ou ainda, consequência da vivência diária da violência familiar. 

O que fazer em casa e na escola para desde bem cedo ensinar os pequenos a demonstrar de uma forma menos violenta os seus sentimentos de desagrado?

Primeiro, quando o bebê começar a bater no rosto dos pais, lembrar-se de que isso pode parecer engraçado da primeira vez, mas que por conta dessa atitude que toda criança entende como de atenção e aprovação, ela perseverará nesse hábito agressivo e desagradável. Espera-se que o adulto ao invés de rir, diga “não” de forma firme (mas calma) e segure as suas mãozinhas, para que ela perceba o seu desagrado. O ideal, para modificar esse habito, é tentar conter a conduta agressiva antes de começar. 

As crianças agem dessa forma, quando querem chamar a atenção e quando estão frustradas: portanto, já se tem um indício de quando poderá iniciar esse comportamento.

Se já souber falar, é importante explicar-lhe de que tapas, mordidas e arranhões machucam as pessoas, que elas não gostam disso e vão se afastar dele. Dizer: “Dói quando você me bate ou dói quando você me morde”. 
 

Evite deixar seu filho ou aluno, machucar o amigo ou o irmão. No caso isso acontecer, separe as crianças e atenda primeiro o que foi ofendido. Isso mostra ao brigão que ele perde sua atenção quando age agressivamente. Nunca revide no lugar da vítima e nem a estimule para que o faça, pois, você estará passando a ideia de que a agressividade é permitida como revide, criando um círculo vicioso. No lugar disso, quando a situação é repetitiva, eleja uma consequência negativa: não dar atenção por alguns minutos, sempre ensina muito mais do que gritos ou palmadas.

Mas se apesar de seus esforços, o comportamento agressivo persistir, é melhor procurar um especialista “Psicoterapeuta Comportamental”, ou o recomendar aos pais, se você for o(a) professor(a) da criança.

A experiência vem mostrando, que crianças pequenas, que não são ensinadas desde cedo a conter seus ímpetos agressivos, tendem a continuar com esse comportamento ao longo da infância e da adolescência, o que as leva a serem rejeitadas pelos colegas de classe e a se juntar a grupos onde a violência é aceita como regra, gerando um problema de conduta antissocial de proporções e consequências negativas e muito graves.

Entenda a raiz do problema

O primeiro passo para enfrentar situações agressivas é entender o que está acontecendo.

Esse tipo de comportamento pode ter várias causas e manifestações conforme a idade da criança.

A agressividade pode ser usada como uma linguagem infantil específica para extravasar intensos e urgentes sentimentos não percebidos.

Outro fator importante é que as crianças se espelham nas atitudes dos outros ao se comportarem.

É importante que o ambiente acolha a criança.

Por isso, a família pode encorajá-la a expressar verbalmente suas emoções, desenvolvendo sensibilidade aos outros, e ajudá-la a encontrar outras formas de obter o que quer sem ser agressiva.

Tenha paciência

É sempre importante se lembrar de que estamos lidando com crianças, ou seja, pessoas que ainda estão em desenvolvimento cognitivo e corporal e que, portanto, ainda não têm domínio de seus sentimentos e emoções e, às vezes, não entendem o que se passa.

Desse modo, é fundamental que a família tenha paciência para controlar as situações de agressividade e, por fim, eliminá-las, com o manejo adequado.

Estabeleça regras e limites

Exercer a autoridade é um meio eficaz de atuar sobre o comportamento agressivo infantil, não só controlando, mas chegando mesmo a eliminá-lo.

Assim, é fundamental que a família explicite regras a serem seguidas, garanta que a criança não se beneficie de modo algum de um comportamento agressivo, assim como oriente ações que promovam a aprendizagem, como consolar a vítima ou pedir desculpas.

O controle e a eliminação da agressividade infantil dependem da postura da família quando coloca em prática estratégias para manejar as diferentes situações.

Dessa maneira, a erradicação do comportamento agressivo da criança está diretamente ligada ao tipo de relação que a família mantém com ela.

 Em suma, a maioria dos pais se depara com o comportamento agressivo do filho em algum momento, mais cedo ou mais tarde. E a coisa mais importante que devem se lembrar nesses momentos é: resolva o conflito com amor, ternura e respeito ao seu filho.

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“Sobre a Profissional- LUCIANE SPERAFICO”

* Mestre em Psicologia
* Psicanalista
* Psicopedagoga
*Hipnoterapeuta
* Pedagoga 
* Neuropedagoga
* Especialista Em Neuropsicologia 
* Atualização Em Habilitação e Reabilitação Neuropsicológica Luriana
* Especialista Em Educação Especial com ênfase em Autismo
* Especialista Em Psicoterapia Cognitivo Comportamental 
* Screener da Síndrome de Irlen
*Analista Comportamental DISC pela SLAC
* Coach de Carreira &Coach Vocacional
*Facilitadora da metodologia LEGO SERIOUS PLAY e POINTS OF YOU
*Tutora Cogmed- Treinamento de Memória Operacional 
*Formação em Psicologia Positiva 
*Formação em Terapia do Esquema
*Atualização em Mindfulness 


 

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