Das duzentas mulheres inscritas para o programa de prevenção da Caixa dos Servidores, mais da metade não compareceu para realizar os exames. O câncer é a principal causa de morte entre as mulheres no Brasil.
Preocupada com o alto número de mulheres que não realizam exames ginecológicos preventivos, a Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul (Cassems) lançou, em setembro de 2011, o programa de prevenção “Dia M”. O objetivo do programa é levar até essas mulheres, a possibilidade de realizar os exames atrasados. Porém, hoje, prestes há completar seis meses, o programa não conseguiu atingir um bom índice de comprometimento entre o alvo do programa: mulheres acima de 50 anos.
Segundo a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama), 31% das mulheres, dentro da faixa etária de risco, não realizam periodicamente esses exames tão importantes para a saúde feminina, e os números levantados nesses primeiros seis meses de realização do “Dia M” mostram um cenário ainda mais alarmante em Mato Grosso do Sul: cerca de 60% das mulheres inscritas no programa não apareceram para serem examinadas.
Na primeira etapa, das 100 mulheres inscritas, 48 não compareceram no dia marcado para realizar os exames, já na segunda etapa, apenas 34, entre 100 inscritas, realizaram os preventivos. Para a diretora de Assistência à Saúde da Cassems, Maria Auxiliadora Budib, esses números mostram que as campanhas e os programas como o “Dia M” são necessárias e importantes para melhorar a qualidade de vida das mulheres. “Quando criamos o “Dia M”, já sabíamos que era alto o índice de mulheres que nunca haviam realizado os exames preventivos básicos, agora, o que nos deixou mais preocupados, é que mesmo levando até elas a possibilidade da realização desses exames para perto dessa população, parece não haver o devido interesse”, afirma Budib.
Mesmo com o pouco interesse por parte das mulheres, Budib acredita que esse é o único caminho para amenizar esse mal que é a maior causa de morte de mulheres no Brasil. “Esses números mostram que o nosso trabalho será árduo, mas ao mesmo tempo compensador. Ainda que o interesse e a preocupação em realizar os preventivos não sejam os esperados por nós, sabemos que a cada exame realizado, ajudamos a reduzir a incidência do câncer na população feminina”, finaliza.
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