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Beijar não faz mal à saúde e ainda é antidepressivo

13 abril 2008 - 06h22

Este domingo, dia 13 de abril, é o Dia Mundial do Beijo. E há maneira melhor de se comemorar uma data tão importante do que beijando muito? Para aqueles que ainda se preocupam com as bactérias da boca alheia, uma boa notícia: os dentistas garantem, beijar não faz mal nenhum à saúde. E para quem anda tristinho com a vida, outra melhor ainda: beijar combate a depressão.

Cada gota de saliva possui mais de dois bilhões de bactérias diferentes e durante um beijo elas vão para lá e para cá. Mas antes de você ter um ataque de nojo, fique sabendo: as bactérias do seu parceiro dificilmente vão arrumar um lugar para viver na sua boca. “A boca é uma espécie de ecossistema e um ecossistema fechado. Todas as áreas já têm suas bactérias próprias e é muito difícil que um microorganismo de fora assuma o lugar de um local”, diz o dentista e patologista Pantelis Varvakis Rados, consultor científico da Associação Brasileira de Odontologia.

É claro que há algumas doenças que podem ser transmitidas pelo beijo na boca, como sifílis, herpes e uma série de infecções bacterianas. “Mas são um pouco mais difíceis. A mais comum de ser transmitida é a mononucleose, que é até conhecida como ‘a doença do beijo’”, afirma o médico.

A mononucleose é uma infecção causada por um vírus, o Epstein-Barr, e sua principal forma de transmissão é exatamente o beijo. A doença causa febre, mal estar, náuseas, vômitos e dores musculares e articulares. Ela dura de quatro a oito semanas e muitas vezes é confundida com outras doenças. Na maioria das vezes não passa disso, mas em alguns casos pode haver complicações, como a meningite.

Segundo o dentista, beijar nem aumenta nem diminui as chances do surgimento de cáries, e que qualquer afirmação nesse sentido não passa de “achismo”. “O que evita cárie é higiene”, diz ele.

Segundo Rados, há um benefício odontológico para o beijo: a vaidade estimula os cuidados bucais. “Assim que a molecada começa a beijar, começa a se preocupar com o hálito. A partir daí crianças que precisavam ouvir bronca todos os dias para escovar os dentes se transformam magicamente em jovens para lá de interessados em escovação, fio dental e antissépticos bucais”, brinca.

Antidepressivo
Beijar não faz mal para os dentes e pode fazer bem para o coração. É o que defende uma terapeuta e sexóloga britânica, que afirma que beijar pode ser uma das maneiras para combater a depressão. Embora nos casos de depressão clínica, o acompanhamento médico e a medicação não possam ser dispensados, Denise Knowles afirma que o beijo pode ser uma maneira fácil e rápida de obter um pouco de bem-estar a curto prazo. Isso porque beijar, como qualquer atividade física, ativa a liberação de endorfinas no cérebro, substância ligada às sensações de prazer. E, convenhamos, beijar é muito mais interessante que correr na esteira.




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