Há poucas coisas mais inconvenientes na hora de dormir do que pernilongos por perto. Seu zumbido irritante e sua picada que provoca coceira já são motivos suficientes para não os querer por perto. E eles, em alguns casos, ainda podem transmitir viroses, dengue e, raramente, febre amarela. Felizmente, algumas dicas podem nos ajudar a se livrar dos riscos e incômodos provocados por esses insetos.
O entomólogo (especialista no estudo de insetos) Carlos Fernando Andrade, do Departamento de Biologia Animal da Unicamp, explica que o pernilongo é atraído para dentro de casa pela simples presença do homem. “Basta notar a presença de pessoas que ele vem atrás do nosso gás carbônico, suor e ácido lático. E são sempre as fêmeas que fazem a dieta sanguínea”, diz.
No entanto, há diferenças de comportamento entre as duas espécies principais: o Aedes aegypti, de hábitos diurnos, e o cúlex, que costuma atacar à noite. “O Aedes procura locais com acúmulo de água limpa, enquanto o cúlex prefere água suja, com muitos coliformes”, diz o parasitologista Nilton Madeira, do Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista (Unesp).
Os dois tipos aceleram seu metabolismo com a proximidade do verão, período em que se alimentam e reproduzem com mais frequência. As casas próximas a rios poluídos estão mais sujeitas ao ataque do inseto noturno, que é capaz de percorrer até dois quilômetros para se alimentar. Nas residências, ele se esconde em alguma sombra, geralmente embaixo da cama ou atrás de móveis, e espera o fim do dia para agir. “De tanto se alimentar do nosso sangue, esses insetos evoluíram e passaram a ter uma saliva muito pouco irritante para o ser humano. Então, a grande maioria das pessoas nem percebe que foi picada”, afirma Andrade.
Por esse motivo, o maior perigo da picada do cúlex é que ela pode transmitir algumas viroses. Nas regiões Norte e Nordeste, o mosquito também é vetor da elefantíase – doença caracterizada pelo aumento da espessura de alguns tecidos, principalmente na perna. Já as pessoas atacadas pelo Aedes podem contrair dengue ou febre amarela, mas esta última é mais rara, pois quase toda a população está imunizada contra a doença.
###Métodos eficazes e inseguros
Ambos os especialistas concordam que o melhor meio para impedir que a casa seja infestada por pernilongos é evitar o acúmulo de água, seja ela limpa ou suja, e instalar telas em portas e janelas. A eficácia da tela aumenta se estiver impregnada com algum inseticida – assim, mesmo que os pernilongos consigam transpô-la, acabam morrendo em pouco tempo.
Caso eles já estejam dentro de casa, o mais eficaz é recorrer ao inseticida. Porém, é preciso estar atento ao seu uso constante, que pode trazer malefícios à saúde, especialmente nas crianças. “Uma alternativa é passar repelente, pois traz menos danos para o organismo. Você também pode instalar aqueles mosquiteiros na cama”, aponta Madeira.
Preencha com areia os espaços sujeitos a acumular água, ou elimine-os. Métodos alternativos, como velas e pulseiras de citronela, saquinhos com canela e a queima de cascas de laranja ou de folhas de erva cidreira não são recomendados pelos especialistas. “Não há evidências científicas da eficácia disso”, diz Andrade.
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