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AMB descredência duas operadoras de Planos de Saúde

15 abril 2004 - 15h07

A Associação Médica Brasileira (AMB) vai descredenciar nacionalmente as operadoras de saúde Sul América e Bradesco. O atendimento está suspenso há 15 dias nas regiões Norte e Nordeste e será interrompido até o final do mês nas demais regiões. A decisão foi anunciada pelo presidente da AMB, Eleuses Paiva, e afetará diretamente cerca de 4,4 milhões de segurados das duas operadoras em todo o país.De acordo com o presidente da AMB, entidade da qual fazem parte 280 mil médicos em todo o país, a decisão é fruto “da postura imoral das operadoras, que vêm aumentando os valores das anuidades sem repassar qualquer reajuste para os médicos”. Paiva denunciou também que as operadoras tentam impedir a realização de alguns procedimentos clínicos e pressionam os médicos para que estes não solicitem exames: “Nós não vamos aceitar que atitudes como essas baixem a qualidade da medicina”, afirmou. O mais recente conflito entre as operadoras de saúde e as entidades médicas gira em torno de uma nova tabela que altera os valores para os procedimentos médicos, a chamada Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM). De acordo com a nova tabela, elaborada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) da Universidade de São Paulo (USP), o valor referencial para uma consulta médica deve ser de R$ 42, com possibilidade de acréscimo ou decréscimo de 20%, de acordo com a região.As operadoras de saúde não aceitam esse valor. Segundo o diretor adjunto de saúde da Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e Capitalização (Fenaseg), Otelo Filho, as operadoras propõem elevar o valor da consulta para R$ 34 mas, segundo ele, o principal conflito está em outro ponto. Segundo Otelo Filho, as entidades médicas querem a implantação imediata da nova tabela, mas as operadoras só poderão adotar o novo sistema num prazo que pode variar de oito a 10 meses. “A aplicação imediata de uma nova tabela implicaria numa elevação de custos dos honorários médicos de 70% e isso corresponderia a um aumento de custos para o consumidor da ordem de 20%”, afirma. “Nós queremos fazer um reajuste, mas os recursos precisam sair de algum lugar e a conta não fecha”, explica. 

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