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28 de maio: dia mundial de luta pela saúde da mulher

25 maio 2001 - 10h26

O Movimento Popular de Mulheres (MPM/MS) está preparando a ação de mobilização pela Saúde da Mulher para o dia 28 de maio, quando será realizado ato público, na Câmara Municipal de Campo Grande, a partir das 15 horas. Mulheres integrantes dos grupos de bairro e representantes de organizações não-governamentais estão sendo contatados desde a semana passada para confirmar a participação e também para elencar as principais dificuldades no que se refere ao atendimento específico para o gênero feminino.O ato público deve contar com a presença de cerca de 200 mulheres. Também foram convidados vereadores e deputados estaduais. Algumas solicitações serão encaminhadas para a Comissão de Saúde da Câmara Municipal, como dados relativos aos programas específicos de saúde da mulher executados no município, ao atendimento, à mortalidade e incidência de doenças. A idéia é que Saúde da Mulher seja tema incluso na pauta de discussões da Comissão de Saúde da Câmara da capital, para acompanhamento permanente das políticas públicas oferecidas e ampliação da atuação fiscalizadora e propositiva. Em 1987, na Costa Rica, foi realizado o V Encontro Internacional Mulher e Saúde, no qual ficou definida a estratégia de visibilizar a morte materna em todo o mundo. Em reunião com 80 mulheres de várias nacionalidades, instituiu-se o 28 de maio como o Dia de Ação pela Saúde da Mulher, com o subtema Morte materna. Assim, teve início a campanha que sempre focaliza o direito das mulheres à saúde sexual e reprodutiva, e que tem sido assumida por governos de diversos países. A morte materna está ligada à pobreza, à falta de acesso a informações e à ausência ou deficiência de serviços de saúde adequados. As causas da morte materna são evitáveis em 98% dos casos, ou seja, poderiam ter sido evitadas com a qualidade da assistência ou com o exame de pré-natal.
No Brasil, dados de 1997 registravam que o coeficiente de mortalidade materna chegava a quase 110 por 100 mil nascidos vivos. Durante a década de 90, essa taxa não caiu, segundo dados da ong Rede Saúde. Pela estatística do Ministério da Saúde, de 1990 até 2000, o coeficiente de mortalidade materna caiu para em torno de 57 por 100 mil nascidos.
Em 1998, o Ministério da Saúde começou a investir na melhoria da qualidade da assistência ao parto e na ampliação da oferta de pré-natal e planejamento familiar. E também tem realizado campanhas de prevenção do câncer de mama e de colo de útero, os que mais causam mortes em mulheres.

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