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"Anvisa do Paraguai", Dinavisa faz alerta sobre emagrecedores falsificados na fronteira

07 março 2026 - 07h30Por Fabiane Dorta

A Dinavisa (Diretoria de Vigilância Sanitária) do Paraguai intensificou a fiscalização contra o comércio ilegal de emagrecedores, principalmente em cidades que ficam na fronteira com o Brasil, no Paraná e Mato Grosso do Sul. Durante as ações, foram encontrados remédios falsificados e oferecidos em estabelecimentos informais.

Em Pedro Juan Caballero, cidade gêmea da sul-mato-grossense Ponta Porã, o órgão que é equivalente à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) do Brasil, fez intervenções em locais que ofereciam produtos farmacêuticos sem serem autorizados para isso.

Segundo a Dinavisa, durante a ação, foram apreendidos medicamentos falsificados, incluindo Tizerpatida (princípio ativo do Mounjaro), composto vitamínico (NAD + & B12), peptídeo GHK-Cu (complexo de cobre), NADvance (caneta autoinjetora), Tesamorelin (peptídeo para inibir o excesso de gordura no estômago) e Selank (neuropeptídeo sintético desenvolvido com efeitos ansiolíticos, nootrópicos e antiestresse).

Também foram encontrados produtos alvos de alertas sanitários, como Retatrutide (emagrecedor) e suplemento Vital Honey, além de anabolizantes sem registro sanitário como os da marca Pharma Cooper, e medicamentos que necessitam de refrigeração armazenados à temperatura ambiente.

Dinavisa divulga ação de fiscalização em Pedro Juan Caballero, nas redes sociais - Imagem: Reprodução / Dinavisa

As farmácias também foram inspecionadas para garantir o cumprimento das normas sanitárias. Os resultados da fiscalização foram divulgados esta semana nos canais oficiais da Dinavisa.

Em Ciudad del Este, cidade paraguaia gêmea da paranaense Foz do Iguaçu, o órgão suspendeu publicidades não autorizadas de medicamentos e outros fármacos, além de flagrar lojas vendendo remédios e suplementos sem ter a habilitação devida do órgão de saúde.

Na cidade que também é forte no turismo de compras, especialmente fomentado por brasileiros, foram encontradas irregularidades semelhantes às identificadas em Pedro Juan Caballero, como lojas vendendo remédios e suplementos sem habilitação devida, em temperatura inadequada e itens alvos de alertas sanitários, incluindo emagrecedores.

Relatório da Dinavisa traz fotografias de medicamentos falsificados vendidos como Tizerpatida em Cildad Del Este, divulgados posteriormente nas redes sociais da Diretoria - Foto: Reprodução / Dinavisa 

ALERTAS DE FALSIFICAÇÃO

Depois das inspeções, a Diretoria chegou a publicar um alerta sanitário específico sobre as versões falsificadas e sem autorização de Tizerpatida, apreendidas na região fronteiriça. Os produtos achados foram apresentações de 30mg e 60mg d Zeptrine e TR 30 e TR 40.

Conforme o documento, as embalagens não contêm informações essenciais obrigatórias, como número do lote, datas de fabricação e validade, e nome da marca. Além disso, conforme a Dinavisa, a origem e condições em que as substâncias foram fabricadas são desconhecidas, o que invalida qualquer garantia de qualidade, segurança e eficácia.

Em outro documento, a Direção ainda alerta profissionais de saúde e a população sobre um lote falsificado de T.G. 10, em apresentação de quatro ampolas de 0,5 ml. A embalagem teria sido deliberadamente alterada, incluindo os frascos e o rótulo, para imitar o fabricado pela Indufar Cisa, laboratório que teria confirmado que o produto não passou pela empresa.

Relatório da Dinavisa traz exemplos de características que demostram que os produtos são falsificados. - Foto: Reprodução / Dinavisa

RETRATUTIDE

A Dinavisa ainda publicou mais um alerta dizendo que tomou conhecimento do anúncio público de uma empresa farmacêutica sobre o lançamento de um medicamento contendo Retatrutide como princípio ativo, destinado à perda de peso.

Diante disso, informou que o produto não tem registro sanitário válido e nem autorização para ser comercializado no Paraguai, tampouco foi aprovado por autoridades regulatórias reconhecidas internacionalmente.

Devido a essa condição, o medicamento não pode ser importado, fabricado, distribuído, promovido ou vendido em território paraguaio, já que para isso é necessário registro sanitário.

A orientação é para que não sejam consumidos produtos que não tenham autorização sanitária da Dinavisa e que as ofertas e vendas irregulares devem ser denunciadas.

NO BRASIL

Exemplares de emagrecedores fabricados no Paraguai têm sido apreendidos com frequência no Brasil. Apesar de alguns serem aprovados para uso naquele país, não podem ser comercializados por aqui.

No entanto, muitos brasileiros atravessam a fronteira atraídos pelo preço dos produtos, que entram no território nacional através de contrabando.

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