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Unidades da Embrapa reúnem-se na 8ª Dinapec em Campo Grande

12 março 2013 - 11h40

Mais uma edição da Dinapec (Dinâmica Agropecuária) começa na vitrine tecnológica da Embrapa Gado de Corte, Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em Campo Grande, entre os dias 13 e 15 de março. Os 32 hectares da 8ª Dinapec receberão técnicos, produtores e acadêmicos para conhecer o que a Embrapa e seus parceiros trabalharam no último ano.

Em 2013, a Dinapec superou o número de participações de Unidades da Embrapa. Direta ou indiretamente, 19 Centros de Pesquisa estão envolvidos no evento, seja com especialistas, produtos, papelaria ou apoio logístico. São eles: Embrapa Acre, Embrapa Agrobiologia, Embrapa Agroindústria de Alimentos, Embrapa Agropecuária Oeste, Embrapa Caprinos e Ovinos, Embrapa Florestas, Embrapa Gado de Corte, Embrapa Gado de Leite, Embrapa Gestão Territorial, Embrapa Informática Agropecuária, Embrapa Milho e Sorgo, Embrapa Monitoramento por Satélite, Embrapa Pantanal, Embrapa Pecuária Sudeste, Embrapa Pesca e Aquicultura, Embrapa Rondônia, Embrapa Soja, Embrapa Produtos e Mercado e Embrapa Cocais.

De Colombo-PR, a Embrapa Florestas traz o “Manejo do componente florestal em sistema ILPF”. O Sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) requer que todos os componentes sejam manejados para alcançar o potencial produtivo e econômico do Sistema. O componente ?orestal demanda práticas relevantes, como a escolha da espécie e de mudas de qualidade, os tratos culturais como a poda e desbaste e o corte ?nal.

O “Consórcio milho + braquiária” da Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados-MS) permite a produção de massa para cobertura do solo e alimenta o gado no período de seca, após a colheita do milho. O consórcio melhora a fertilidade do solo, aumenta sua capacidade de retenção de água e o protege dos fenômenos climáticos acentuados. Juntamente com a Embrapa Agrobiologia (Seropédica-RJ), a Agropecuária Oeste chega a Campo Grande com a “Fixação biológica de nitrogênio (FBN)” para as lavouras de soja e feijão. A fixação é uma tecnologia limpa, substitui, total ou parcialmente, o fertilizante nitrogenado mineral pelo processo biológico, evitando a contaminação do solo e dos recursos hídricos.

O “Capim Tangola” vem da Embrapa Acre (Rio Branco-AC) como uma gramínea forrageira adequada para os solos de baixa permeabilidade para recuperação e diversi?cação de pastagens. É uma opção para o consórcio com amendoim forrageiro cv. Belmonte devido à produção de matéria seca. O Tangola é uma forrageira palatável, perene, estolonífera, resistente ao pisoteio e de crescimento prostrado.

Com a Embrapa Milho e Sorgo de Minas Gerais estão as “Cultivares de milho e sorgo em consórcio com braquiária”. O híbrido BRS 802 é um sorgo de pastejo para sistemas de produção de forragem e ILPF. Seu uso preferencial como forrageira é para corte verde e pastejo direto. Já o híbrido BRS Ponta Negra desenvolve-se bem em regiões com de?ciência hídrica, distribuição irregular de chuvas e altas temperaturas. Essa variedade de sorgo forrageiro, para produção de forragem, apresenta menor porte, maior precocidade e boa proporção de panículas na massa total. O híbrido simples de milho BRS 1040 foi pensado para lavouras de alto e/ou médio investimento e alta e/ou média produtividade.

Os pesquisadores da Embrapa Caprinos e Ovinos (Sobral-CE) mostram os resultados de suas pesquisas para avaliação de resistência genética de matrizes naturalizadas, os aspectos produtivos e o desempenho para produção de carne ovina, com destaque para os trabalhos com verminoses.

O “Sistema Invernada” é um suporte de apoio ao planejamento de produção de bovinos de corte. Idealizado pela Embrapa Informática Agropecuária (Campinas-SP), o Invernada permite simulação do crescimento de pastagens, do pastejo e do crescimento de animais, formulação de dietas e dispõe de ferramentas auxiliares para analisar o sistema de produção e comparar cenários.

Além dele, outros dois sistemas serão demonstrados. O “Sistema de Análise Espacial para Tomada de Decisão Estratégica na Cadeia de Carne Bovina (SAEBov)” monitora a bovinocultura de corte e suas relações com outros componentes da cadeia da carne bovina. O SAEBov da Embrapa Gestão Territorial reúne dados históricos sobre o rebanho bovino, frigorí?cos, malha rodoviária, ferroviária e hidroviária, entrepostos e portos. Também de Campinas, mas da Embrapa Monitoramento por Satélite, o SOMABRASIL é um “Sistema de Observação e Monitoramento da Agricultura no Brasil” que organiza, integra e disponibiliza bases de dados geoespaciais, via Internet, por meio de ferramentas de análises espacialmente explícitas e de visualização dinâmica.

Do Rio de Janeiro vêm as “Boas Práticas de Fabricação (BPF)”, exigências necessárias para que os alimentos fabricados sejam considerados seguros e inócuos ao consumidor. A tecnologia da Embrapa Agroindústria de Alimentos relaciona temas como legislação, perigos alimentares, higiene pessoal, higiene das instalações fabris, dos equipamentos e dos utensílios, procedimentos operacionais padronizados, documentação e registros, controle integrado de pragas e vetores.

A pecuária leiteira é assunto de algumas Unidades. A Embrapa Pantanal de Corumbá-MS apresenta a “Produção de feno com secador solar”. Um dos principais fatores limitantes para os rebanhos leiteiros sul-mato-grossenses é a estiagem. A Pantanal desenvolve pesquisas sobre alimentação alternativa do gado na estação seca, com a produção de feno de diversas espécies com alto teor de proteína, como o guandu, a bocaiúva e a parte aérea da mandioca.

Ampliar o uso das pastagens para o maior tempo possível ao longo do ano permite uma redução expressiva nos custos de produção e, consequentemente, o aumento da margem de lucro do produtor, assim estudam os pesquisadores da Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos-SP). A produção intensiva de leite a pasto considera fatores como a irrigação, nível de estresse, bem-estar animal e outros itens.

Em Rondônia, a pecuária de leite também tem espaço. A “Casinha tropical de bezerros” da Embrapa Rondônia é composta de uma casinha tropical, feita de barras metálicas e cobertura de PVC com um forro especial, usado como isolante térmico, com suporte para o balde de água e ração. O bezerro é colocado na casinha 24 horas após o nascimento. A tecnologia possibilita maior controle sobre os bezerros, redução da transmissão de doenças entre eles, diminuição da incidência de mastite em novilhas, maior ganho de peso dos animais e desmame do bezerro com o dobro de seu peso ao nascimento aos 60 dias de idade.

A Embrapa Gado de Leite (Juiz de Fora-MG) encerra com o seu Kit Embrapa de Ordenha, que adequa o pequeno produtor às novas normas de qualidade de leite exigidas pelo mercado e sancionadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O Kit vem com equipamentos e materiais, que podem ser montados pelo próprio produtor, como corda, balde, cloro, papel toalha e caneca de fundo escuro.

Estreando na Dinapec a Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas-TO) inova com a identificação eletrônica de peixes. O dispositivo eletrônico, chamado de tag, contém um número registrado eletronicamente e lido quando um leitor digital, ou escâner, é passado sobre o animal. A Unidade considera como o primeiro passo para o manejo da criação baseado no per?l genético dos animais.

A dona da casa, Embrapa Gado de Corte (Campo Grande-MS) tem em seu portfólio, o controle parasitário em bovinos de corte, as Boas Práticas Agropecuárias (BPA) – Bovinos de Corte, os métodos de estabelecimento de Brachiaria humidicola: cultivares BRS Tupi, Comum e Lhanero (Dictyoneura), a profundidade de semeadura de gramíneas forrageiras tropicais a campo, o controle estratégico de carrapatos de bovinos, a pecuária de precisão, a nutrição animal-impacto ambiental-rentabilidade, os Sistemas de ILPF com eucalipto e a economia aplicada ao Sistema ILPF.

###Abertura
A Dinapec 2013 será aberta amanhã, dia 13 de março, a partir das 10 horas, na Embrapa, localizada à Avenida Rádio Maia, 830, Zona Rural de Campo Grande. Entre as autoridades confirmadas: Waldyr Stumpf Jr - diretor-executivo de Transferência de Tecnologia da Embrapa, Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias - secretária de Estado de Desenvolvimento Agrário, Produção e Turismo de MS, Antônio Angelo Garcia - prefeito de Inocência/MS, Alcides Bernal – prefeito de Campo Grande/MS, Marcelo Augusto dos Santos Turine – diretor da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de MS, Luiz Alberto Moraes Novaes – presidente da Fundação MS e representantes da Embrapa Agropecuária Oeste e Embrapa Pantanal e do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul (IFMS).

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