Os trabalhadores que atuam nas indústrias de produção de alimentos em Dourados não escondem a insatisfação com o tipo de transporte que está sendo oferecido. A única opção está sendo a utilização do serviço explorado pela única concessionária de transporte coletivo do município e que não agrada a maioria da massa trabalhadora destas indústrias. A denúncia é de José Erivaldo Terrinha, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação de Dourados.
Segundo o sindicalista, a precariedade do serviço de transporte que está sendo prestado está levando os trabalhadores a buscarem soluções alternativas. Uma delas é a aquisição de motocicletas, aumentando ainda mais a frota de veículos na cidade e contribuindo para elevar o número de acidentes, muitos deles com vítimas fatais. “Nossos companheiros começaram a morrer nas ruas e rodovias”, assinala Terrinha. Ele cita o fato de que em poucos meses este ano três trabalhadores da alimentação perderam suas vidas quando estavam indo ou voltando do trabalho usando motos, pois o transporte oferecido é deficitário em horários e conforto para os passageiros.
O presidente do sindicato diz que os cerca de 3.500 trabalhadores lotados nas duas maiores indústrias de produção de alimentos - BRF Brasil Foods S/A com planta no Distrito Industrial e Seara/Marfrig, na BR 163 saída para Campo Grande – sempre foram responsáveis pelo transporte de ida e volta dos seus trabalhadores da residência até o local de trabalho, utilizando de ônibus fretados (terceirizados) pelos empregadores. “Inesperadamente no inicio do ano de 2010 este procedimento foi substituído pelo transporte coletivo, serviços prestados exclusivamente pela empresa Mdianeira. Essa mudança gerou descontentamento generalizado aos trabalhadores dependentes desses serviços”, afirma Erivaldo Terrinha.
Conforme o dirigente sindical, com a informação da mudança os futuros usuários tinham plena certeza que poderiam ser prejudicados nos quesitos: qualidade dos serviços, segurança, conforto e tempo de trajeto, que são condições primordiais para quem labora no mínimo 8 horas em pé nas linhas de produção. “Este pressentimento se confirmou já nas primeiras semanas, os reflexos negativos se manifestaram e com isso foi possível medir o nível de descontentamentos dos novos usuários da empresa Medianeira”, analisa Terrinha.
As reclamações mais acentuadas apontam para as mudanças de horários, rotas incompatíveis, ônibus superlotados e muitas vezes mal higienizados e ainda o tempo de espera. “Entendo que os Empregadores que deveriam se preocupar com o bem estar do seu colaborador, e a Medianeira responsável pelo transporte público, poderia ter um pouco mais de respeito por quem depende deste serviço. Afinal de contas os usuários pagam adiantados para viajarem e, portanto, merecem o mínimo de conforto no seu trajeto”, enfatiza o presidente do Sindicato da Alimentação.
DESCASO
O sindicalista disse lamentar a situação e informa que foram realizadas diversas reuniões com os gestores das indústrias, muitas delas com a presença do representante da empresa Medianeira e até com o secretário municipal de Serviços Urbanos. “Posso afirmar até o presente momento não foi possível perceber nenhum esforço no sentido de oferecer transporte mais digno aos nossos trabalhadores da alimentação e demais usuários merecem”, protesta o presidente.
Diante da situação de descaso, Terrinha diz que se faz necessário e com urgência que o município abra licitação para mais empresas explorarem o transporte coletivo. “Com isso, daria oportunidade para outras empresas no seguimento do transporte público apresentar propostas de prestação dos serviços. Afinal, a concorrência é salutar e se estamos pagando a taxa estipulada para viajarmos, logo, temos o direito de escolher quem está valorizando e oferecendo o melhor serviço”, concluiu o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Alimentação de Dourados.
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