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Suspeitas de se passar por agentes de saúde aplicam golpe com falsa pesquisa sobre vacina da dengue

21 março 2026 - 18h40Por Redação

A Polícia Militar prendeu, na manhã deste sábado (21), duas mulheres suspeitas de se passarem por agentes de saúde durante uma suposta pesquisa sobre a vacina contra a dengue. O caso ocorreu no bairro Vila Maísa e é investigado como possível estelionato e usurpação de função pública.

Segundo informações do boletim de ocorrência, a guarnição foi acionada após denúncias de moradores que relataram abordagens suspeitas em residências da região. As suspeitas se apresentavam como pesquisadoras vinculadas a um estudo sobre vacinação contra a dengue, direcionado a crianças de 10 a 14 anos.

Uma das vítimas informou que, dias antes, foi abordada em sua casa por uma mulher que se identificou como pesquisadora e solicitou dados pessoais, incluindo nome, endereço, CPF e chave PIX de crianças da residência. Ao final da suposta entrevista, foi prometido um pagamento de R$ 30 como incentivo pela participação. Posteriormente, a vítima estranhou a orientação para negar a participação caso fosse questionada novamente.

Outros moradores relataram abordagens semelhantes, com coleta de dados sensíveis como documentos, e-mails e informações bancárias. Em alguns casos, as suspeitas afirmavam atuar como agentes de saúde vinculadas ao Governo Federal, o que aumentava a credibilidade da ação.

As denúncias também apontaram inconsistências nas informações fornecidas pelas mulheres, que se apresentavam com diferentes origens em cada contato. Além disso, a suposta pesquisa não havia sido comunicada às autoridades municipais de saúde, o que levantou ainda mais suspeitas.

Durante a abordagem, as envolvidas apresentaram documentos e alegaram trabalhar para uma empresa de pesquisa de mercado. Segundo uma delas, o objetivo seria realizar entrevistas qualitativas sobre o conhecimento da população a respeito da vacina contra a dengue, sendo o valor oferecido apenas um incentivo pela participação.

Diante das denúncias, da repercussão do caso e das inconsistências identificadas, a Polícia Militar encaminhou as suspeitas, vítimas e testemunhas à Delegacia de Polícia Civil, onde o caso foi registrado e seguirá sob investigação.

A polícia apura a possível prática dos crimes de estelionato e usurpação de função pública, além de outras irregularidades que possam ser identificadas ao longo das investigações.
 

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