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Ratinho pensa em vender fazendas na região do Paraná

18 outubro 2004 - 09h29

Decepcionado com acusações que considera infundadas, apresentador do SBT pensa em vender fazendas que possui na região de Umuarama, no Paraná. Cinco mil cabeças de gado em 1.200 alqueires, 53 mil sacas de milho colhidas na última safra e cana-de-açúcar suficiente para alimentar 1 mil cabeças de gado nelore e cruzamento industrial, em confinamento. Com essa produtividade, o apresentador Carlos Massa, o Ratinho do SBT, contesta a acusação de que as fazendas Estrela e Monte Azul sejam improdutivas. "Se isso aqui for improdutivo, preciso descobrir o que é produtividade", disse ele ontem, enquanto acompanhava a alimentação do gado. Por conta das acusações, Ratinho pensa em por à venda as duas fazendas e deixar a região. As fazendas estão localizadas próximo aos portos Camargo (Icaraíma) e Figueira (Alto Paraíso), a poucos quilômetros da ponte que liga o Paraná ao Mato Grosso do Sul, perto do Parque Nacional de Ilha Grande. Há pouco mais de um ano, famílias de agricultores sem terra estão acampadas na entrada da fazenda Monte Azul, aguardando terras para assentamento na região. "Infelizmente essas famílias estão perdendo tempo aqui, porque o próprio Incra avaliou as minhas terras e constatou alto índice de produtividade. Tenho tudo documentado", acrescentou Ratinho.A avaliação do Incra foi feita este ano. Os números falam por si. Segundo Ratinho, se for descontada a percentagem de reserva legal (20% da área, onde é preservada uma área de mata nativa), a produtividade passa de 5 cabeças por alqueire. "E eu não conheço ninguém aqui na região que tenha pastagem com um suporte próximo desse", afirmou, acrescentando que pecuaristas tradicionais com propriedades próximas mantenham em média 1,5 a 2 cabeças por alqueire. A preocupação do apresentador é a produtividade, não só para o lucro das fazendas mas também para a arrecadação de tributos municipais e estaduais. Ele informa que todas as vendas são feitas com nota fiscal, observando as exigências legais. As fazendas têm 200 alqueires produzindo milho e 100 alqueires com cana-de-açúcar, boa parte destinada à produção de ração animal. Geração de empregos é outra preocupação.Outro fator de destaque é a geração de empregos. As duas fazendas de Ratinho chegam a empregar 50 funcionários em certas épocas do ano. "O tratamento que os meus funcionários têm é digno. Além das obrigações legais, e de receber em dia, eles também têm participação nos lucros", assegurou Ratinho. Um funcionário confirmou que recebeu um prêmio de R$ 1 mil, além do 13º salário, no final do ano passado. "Todos os funcionários receberam", disse. O ex-prefeito de Umuarama, João Cioni Neto, construiu uma cantina em alvenaria para servir almoço e jantar aos funcionários da fazenda Monte Azul. Uma criação com 800 cabeças de cabritos, ovelhas e porcos, além de aves, é destinada ao consumo dos trabalhadores da fazenda. "Esse atendimento os peões do Ratinho têm em todas as propriedades", disse João Cioni Neto. "Eu sofri muito, passei muitas necessidades e dificuldades para chegar aonde cheguei. Por isso valorizo muito o pessoal que trabalha comigo", acrescentou Ratinho. Está nos planos do apresentador, para a região de Umuarama, a instalação de uma indústria de ração para várias espécies de aves e animais. É de uma fazenda de Ratinho em São João do Caiuá a maior produção média de soja por alqueire no Paraná, na última safra. Reforma Agrária O apresentador também comentou a necessidade de o governo resolver a questão das terras. "Estou pensando seriamente em vender essas duas fazendas. E aconselho outros proprietários a fazer o mesmo, até que o governo resolva a questão das terras, porque a pressão é muito grande sobre os agropecuaristas, mesmo os que tem áreas altamente produtivas, como essa", disse Ratinho. "Se a situação não evoluir para uma solução, o agronegócio do Brasil pode entrar em risco", concluiu.

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