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POLÍCIA

Professor preso em operação contra pedofilia será afastado de escolas

13 agosto 2020 - 21h35Por Da Redação

Após ser preso, o professor de Educação Física de 36 anos flagrado assistindo vídeos de pornografia infantil será afastado pelas secretarias de educação do Estado e do Município de Campo Grande. Em depoimento, ele confessou os crimes e afirmou que há 8 anos faz tratamento psicológico para se livrar da pedofilia.

O investigado dá aulas em duas escolas da Capital. Na rede municipal atua desde 2008 e é concursado desde 2006 na Estadual. O professor também faz parte de uma banda que se apresenta dentro e fora de Mato Grosso do Sul.

Em nota, a SED (Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso do Sul) informou que um Processo Administrativo Disciplinar será aberto para investigar o servidor, até a conclusão da ação, ele será afastado de suas atividades. O mesmo acontecerá no âmbito municipal.

Ao site Campo Grande News, a Semed (Secretaria Municipal de Educação) explicou que a investigação contra o professor é sigilosa e que não teve acesso a detalhes da ação, ainda assim, afastou o servidor temporariamente.

“O caso ainda está sob investigação, ou seja, ainda haverá inquérito com indiciamento e processo em seguida. Enquanto isso a Secretaria irá aguardar os desdobramentos dos fatos, que devem confirmar ou não o envolvimento do professor no referido crime. Caso seja comprovada a participação dele no crime, com condenação, a Semed irá tomar as medidas legais cabíveis”.

A secretaria também reforçou que as aulas estão suspensas desde o dia 18 de março, por conta da pandemia do coronavírus e que antes da prisão nunca houve nenhum tipo de “conduta incoerente com as funções” por parte do servidor.

O professor de educação física foi preso após meses de investigação. Por volta das 6 horas de ontem (12), policiais da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) chegaram à casa dele para cumprir mandado de busca e apreensão e o encontraram fazendo download de um vídeo onde crianças apareciam dançando nuas.

No local, policiais ainda apreenderam dois notebooks e um celular. O professor confessou que somente no período de pandemia baixou cerca de 30 vídeos de pornografia infantil, que assistia durante a noite e depois apagava. Ciente do crime que cometia, disse à polícia que tinha intenção de “parar de mexer com isso” e fazia uso de medicamento controlado e acompanhamento psicológico há 8 anos.

O nome do homem foi preservado para evitar a exposição de alunas e crianças que convivem com o preso.

Deep Caught

A segunda fase da operação Deep Caught, deflagrada pela Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) prendeu cinco homens em Campo Grande, Nova Andradina, Caarapó e Dourados. A  ação contra pedofilia encontrou 130 gigabytes de material pornográfico com os alvos.

 

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