O tabagismo é considerado atualmente a maior causa isolada evitável de mortes precoces em todo o mundo, um mal crônico, que serve também como fator de risco para cerca de 50 doenças. Dentro desse contexto, reeducandos do Estabelecimento Penal "Luiz Pereira da Silva", em Jateí, estão participando de um programa que visa combater o tabagismo, um problema muito comum entre a massa carcerária.
A iniciativa faz parte de uma parceria entre a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) e a Secretaria Municipal de Saúde de Jateí, integrando o Plano Estadual de Saúde do Homem Encarcerado.
O programa foi iniciado no final do mês passado e tem como objetivo desenvolver ações educativas, fazendo prevenções em relação ao tabaco e abordagem com explicação dos males trazidos pelo cigarro e os benefícios ao parar de fumar. A ação garante ainda tratamento para os fumantes, com uso de medicamentos como adesivo de nicotina, tabletes mastigáveis, bupropiona e fluoxetina.
De acordo com a responsável pelo programa antitabagismo no presídio, enfermeira Karimi Aparecida Cavazzani, inicialmente é realizada uma triagem com o objetivo de averiguar a situação clínica do fumante, com análise da história de consumo do cigarro. Também é feita uma avaliação psicológica do grau de motivação para largar o vício e do grau de dependência. “Verificamos primeiro em qual estágio está o fumante, ou seja, se já é ou não o momento para ele parar de fumar, e, a partir daí, é elaborado um plano de tratamento”, explica a enfermeira.
No momento, dez internos estão participando do programa, que é dividido em quatro etapas: na primeira é trabalhado o porquê se fuma e como isso afeta a saúde; na segunda trabalha-se como são os primeiros dias sem fumar; na terceira é mostrado como vencer os obstáculos para permanecer sem fumar e na quarta os benefícios obtidos após parar de fumar. “Dentro dessas quatro sessões, todos os assuntos em relação ao tabaco são abordados e explicados para quem está nesse processo de cessação, dando a esses pacientes suporte e ajuda profissional”, ressalta Karimi.
A responsável pelo programa antitabagismo no presídio esclarece que após as sessões serem concluídas, será montado um “grupo de manutenção”, no qual serão reforçados os métodos para continuar sem o tabaco. “Outro grupo também será formado para quem parou e teve uma recaída, podendo o paciente ter necessidade de novos tratamentos”, detalha.
O uso da medicação será monitorado pela farmacêutica Andréia Colombo e pela auxiliar de enfermagem Vilma Ferreira Garcia, que atuam na unidade penal. Todos serão acompanhados durante o tratamento pela psicóloga da Agepen Verônica Cristina de Souza.
###Outras ações
O Programa antitabagismo é apenas uma das várias ações de saúde desenvolvidas em parceria com o município, conforme a diretora do estabelecimento prisional, Maria Lúcia de Souza Freitas. Os custodiados recebem, ainda, atendimento médico e odontológico; palestras e ações de combate à Tuberculose, Hanseníase e doenças sexualmente transmissíveis; além das campanhas de vacinação.
No presídio, desde o ano passado também são desenvolvidos trabalhos de atenção à saúde do homem, com controle da hipertensão e diabetes, doenças urológicas e cuidados alimentares.
Deixe seu Comentário
Leia Também

Após 51 dias internada, morre em hospital vítima de acidente
Carlos diz que Bolsonaro passou mal e está sendo monitorado

Polícia encontra 3 crianças na rua enquanto mãe curtia Carnaval
São Paulo anuncia contratação de Cauly, meia do Bahia
CAMPO GRANDEMulher com sequelas de AVC é regatada de cárcere privado
Empresas devem entregar informes de rendimentos até o dia 27

Ônibus com trabalhadores rurais tomba e deixa oito mortos
Concurso para professor segue com inscrições abertas até o dia 19

Ação conjunta prende homem suspeito de tentativa de feminicídio
Paulistão 2026: veja datas e horários das quartas de final
Mais Lidas

Vítima registra ocorrência após descobrir dívida de R$ 72 mil ao tentar financiamento imobiliário

Mulher é detida após consumir produtos em feira do Jardim São Pedro e se recusar a pagar

Dourados terá comércio aberto durante o Carnaval; bancos e setor público param
