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SIDROLÂNDIA

PMs são acusados de aceitar propina de traficantes que “queimavam dinheiro”

25 maio 2020 - 21h05Por Da Redação

Cinco policiais militares presos na Operação Piromania, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado) no dia 5 de maio, viraram réus por corrupção passiva e falsidade ideológica. Segundo o site Midiamax, os servidores são acusados de aceitar propina para liberarem de abordagem integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital) que ostentava fotos queimando dinheiro.

Consta na denúncia que, no dia 12 de março do ano passado, equipe da PM de Sidrolândia –formada pelo 2°-sargento, Wilgruber Valle Ptzold, de 49 anos, pelo cabo Rafael Leguiça Flores, 31, e pelos soldados Diego de Souza Nantes, 35, Maurício Gonçalves Brandão, 31, e Rafael Preza da Silva, de 30 anos– deixou de prender dois homens suspeitos de tráfico de meia tonelada de maconha.

A droga estava em um Fiat/Strada que, conforme o boletim de ocorrência, foi encontrado em meio a um milharal  da MS-164 com a chave no contato. Na ocasião, também foram abordados Jackson Yuri Ferreira Correia, conhecido como “Douradinho”, de 31 anos, e Wesley Leite de Amorim. Os dois estava em VW/Gol e conforme a investigação, trabalhavam como “batedores” da picape que transportava o entorpecente. Eles foram liberados, segundo ficou registrado pelos PMs, porque não foram encontradas evidências de que viajavam junto com o outro veículo.

De acordo com o Gaeco, os policiais ignoraram, por exemplo, a “ficha corrida” de Jackson na polícia e ainda o fato da dupla estar viajando sem o documento do Gol, “circunstância que, por si só, obstaria a liberação do automóvel”.

Acusação destaca que com uma “simples checagem” no sistema de registro de ocorrências, a equipe encontraria motivo para manter Jackson e Wesley detidos. “O veículo abordado pela guarnição policial dos denunciados era produto do crime de apropriação indébita, tudo a recomendar a não liberação do veículo e de seus ocupantes, mas sim a prisão em flagrante do motorista, ao menos pelo crime de receptação”.

Para o Gaeco, os policiais “agiram criminosamente, infringindo dever funcional, ao liberá-los”. O crime de falsidade ideológica se deu quando o boletim de ocorrência da abordagem foi confeccionado com informações falsas.

 

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