Uma investigação da Polícia Civil aponta que pai e filho, de 60 e 34 anos, presos pela segunda vez no último sábado, dia 07 de março, receberam cerca de 94 bovinos furtados de fazendas da região de Nova Andradina, município localizado na região do Vale do Ivinhema, durante um esquema de furto e receptação de gado. A informação foi repassada pelo delegado responsável pelo caso, Caio Bicalho.
O crime é conhecido como abigeato, que é o furto de animais — principalmente bovinos — em propriedades rurais.
A Justiça aceitou o pedido de prisão preventiva dos dois. Eles respondem por receptação de animais e posse de arma de fogo de uso permitido.
Além deles, dois homens, de 43 e 50 anos, apontados como responsáveis pelos furtos, foram identificados pela polícia e respondem em liberdade por abigeato. De acordo com a investigação, cada um teria furtado animais de fazendas diferentes para o pai e o filho, sem ligação entre si.
Pai e filho já tinham sido presos em flagrante no dia 5 de março. Na ocasião, policiais fizeram buscas na zona rural do município e encontraram bovinos furtados em uma propriedade ligada aos suspeitos.
No dia seguinte, 6 de março, o juiz responsável pelo caso decidiu soltar os investigados. Eles foram liberados com algumas condições, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica.
No sábado (7), policiais da Seção de Investigações Gerais (SIG) voltaram à região do Assentamento Teijin, com apoio de fiscais da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro). Durante a fiscalização, os dois foram presos novamente em flagrante. Segundo a polícia, eles escondiam animais furtados em uma área rural ligada à família.
Durante a vistoria nas propriedades, os agentes encontraram irregularidades nas marcas dos bovinos. Algumas estavam alteradas ou marcadas por cima de outras. Esse tipo de prática é usado para dificultar a identificação da origem dos animais.
Como funcionava o esquema
Segundo a investigação, os suspeitos faziam parte de um esquema organizado. De acordo com a polícia, eles procuravam funcionários de fazendas da região e os convenciam a furtar animais diretamente dos rebanhos.
Depois que o gado era separado, os homens colocavam os animais em caminhões e levavam para terrenos no Assentamento Teijin.
No local, as marcas originais dos bovinos eram apagadas com a aplicação de uma marca que não estava registrada na Iagro. Em seguida, os animais recebiam uma nova marca, ligada à família dos suspeitos, para dificultar a identificação da origem do gado.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam e que outros animais furtados já foram encontrados. Segundo a polícia, os dois já eram investigados em outros casos parecidos.
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