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IBGE

MS tem crescimento no número de empresas e queda no salário médio mensal

24 junho 2021 - 14h54Por Gizele Almeida com IBGE

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta quinta-feira (24), o Cempre (Cadastro Central de Empresas) com dados crescimento empresarial e mercado de trabalho. O levantamento revela que o salário médio mensal diminuiu em Mato Grosso do Sul, passando de R$ 2.958,88 para R$ 2.858,27, de 2018 para 2019.  

Os dados mostram que as entidades empresariais absorveram 52,9% do pessoal assalariado do sexo masculino e 47,1% do sexo feminino; absorveram também 75,2% do pessoal assalariado sem nível superior e 24,8% com nível superior.

Em 2019, os trabalhadores sem nível superior receberam, em média, R$ 1.875,99, o que representa 33,6% do valor médio recebido pelo pessoal assalariado com nível superior (R$ 5.582,90) em Mato Grosso do Sul. 

Por sexo, o valor médio recebido pelos homens foi 7,2% maior em comparação às mulheres. Os empregados do sexo masculino receberam, em média, R$ 2.887,86, e as do sexo feminino R$ 2.693,15. 

Em termos de salários mínimos, o salário médio mensal foi da ordem de 2,9 salários, em 2019. O pessoal ocupado assalariado sem nível superior recebeu, em média, 1,9 salários mínimos e o pessoal com nível superior, 5,6 salários mínimos. Por sexo, os homens receberam, em média, 2,9 salários mínimos e as mulheres 2,7.

Número de empresas apresentou aumento

Cadastro mostrou que enquanto em 2010 havia 57.793 empresas em MS, esse número subiu para 62.164 em 2018 e para 65.039 em 2019 (4,62% superior ao anterior). 

A maioria destas (25.154, ou 38,68%) eram do setor de Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas. Este setor é, de longe, o dominante, porém, sua participação gradativamente vem diminuindo, caindo de 48,78% em 2010 para 40,74% em 2018, atingindo os 38,68 em 2019. 

Já o segundo e terceiro lugares ficaram com Atividades profissionais, científicas e técnicas (4493 unidades ou 6,91%) e Transporte, armazenagem e correio (4.153 unidades e 6,39%).

A distribuição dos empreendimentos pelos municípios de MS mostra que os maiores números, em 2019, são: Campo Grande - 38,43% (24.999), Dourados - 10,43% (6.785) e Três Lagoas - 4,83% (3.128). Na outra ponta ficam Jateí, com 40 e Caracol, com 47.


Número de Unidades Locais apresentou queda 

Outra informação que pode ser obtida da pesquisa, é o número de unidades locais - UL-. Um empreendimento pode ter mais de uma UL. (Por exemplo, as filiais são unidades locais de uma mesma empresa.) Em 2019, havia 79.923 Uls em MS. Em 2018 eram 70.679, enquanto em 2010 eram, 64.478. Quando consideradas suas naturezas jurídicas, 67.818 eram Entidades empresariais, 5.435 eram Entidades sem fins lucrativos e 670 eram pertencentes à Administração pública. Os números eram, em 2018, respectivamente, 64.857, 5.167 e 655.

MS obteve recuperação no número de pessoal ocupado 

O número de pessoal ocupado em Mato grosso do Sul subiu, atingindo o maior número na série histórica. Houve leve queda de 2015 (665.483 pessoas) para 2016 (654.905 pessoas), com recuperação em 2017 (660.777 pessoas) até 2018 que finalizou com 665.213 pessoas ocupadas no total. Em 2019 MS atingiu 682.622 pessoas ocupadas.

Veja mais detalhes no gráfico 

Os setores que mais possuem pessoas ocupadas são comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas, administração pública, defesa e seguridade social, seguido pelas indústrias de transformação, que respectivamente têm 158.553, 118.251 e 94.153 pessoas ocupadas.

 Dentro do grupo, comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas, destaca-se o setor de comércio varejista não-especializado responsável pelo número de 28.273 pessoas ocupadas, cerca de 4,14% do grupo mencionado. Já em reação à natureza jurídica, houve aumento nos três setores: administração pública, entidades empresariais e entidades sem fins lucrativos. Os aumentos foram de 2,37%, 2,78% e 1,63%, respectivamente, de pessoal ocupado. 

As entidades empresariais seguem sendo o setor com mais pessoal ocupado (486.221 mil pessoas), seguido pela administração pública (154.055 mil pessoas) e, por fim, as entidades sem fins lucrativos com 42.346 mil pessoas ocupadas. Em relação ao pessoal ocupado assalariado, houve aumento no número tanto para homens quanto para mulheres. 

De 2018 para 2019, para os homens, ocorreu aumento de 2,48% e, para as mulheres, aumento de 4,06%. No mesmo quesito, só que em relação ao nível de formação, ou seja, com nível superior e sem nível superior, os resultados também foram de avanço. Pessoal ocupado assalariado com nível superior em 2019 foi de 117.426, representando aumento de 2,98%, e sem nível superior (393.351) aumento de 3,28%.
 

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