O Mato Grosso do Sul concentra hoje a maior área de conflito entre indígenas e fazendeiros do país. Cerca de 40 mil pessoas lutam para sobreviver e manter suas terras.
Muitos dos indígenas estão ameaçados de morte. Um dos líderes diz que, hoje, sua vida vale cerca de R$ 30 mil.
Um relatório do Cimi (Comissão Missionária Indigenista) informa que entre 2003 e 2010 houve 250 indígenas assassinados apenas no Mato Grosso do Sul: mais da metade do total geral de 452 mortes registradas em todo o Brasil. As informações são da BBC Brasil.
Segundo a agência, há no Estado cerca de 46 mil guaranis - dos ramos Kaiowá (o mais numeroso), M'bya e Ñandeva - e, embora eles sejam a maior população indígena do Brasil, têm a menor área demarcada. Os 15 mil ianomâmi no extremo norte do Brasil têm mais de 9 milhões de hectares de reservas, enquanto os guarani - três vezes mais numerosos - mal chegaram a 20 mil hectares.
Os conflitos só devem terminar quando o governo federal concluir o processo de demarcação de terras na região.
A equipe do Domingo Espetacular foi a áreas de conflitos no Mato Grosso do Sul e mostra, no próximo domingo (8), como vivem as populações indígenas, quem são e o que dizem os fazendeiros.
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