A Justiça mandou prender cinco pessoas na Operação Camuflagem, deflagrada nesta quinta-feira, dia 26 de fevereiro, pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), na cidade de Sidrolândia, em Mato Grosso do Sul. Também foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão.
A ofensiva de hoje deriva da Tromper, operação que teve quatro fases entre 2023 e 2025.
“A operação decorre do aprofundamento das investigações relacionadas às fases anteriores da Operação Tromper e tem como objetivo apurar a prática do crime de lavagem de dinheiro, na modalidade de ocultação e dissimulação de bens, direitos e valores”, aponta o Gecoc, que atuou em apoio à 3ª Promotoria de Justiça de Sidrolândia.
Segundo o site Campo Grande News, o nome da ação desta quinta-feira remete à tentativa de esconder a verdadeira origem e titularidade de valores, mediante o uso de uma rede de apoio destinada a mascarar as movimentações financeiras.
A nova etapa foi autorizada diante da identificação de indícios de que um dos integrantes da organização criminosa já investigada utilizava uma rede estruturada de apoio, composta por pessoas físicas e jurídicas interpostas. A finalidade era movimentar recursos financeiros, ocultar patrimônio e frustrar medidas judiciais de bloqueio e constrição patrimonial.
“Conforme apurado, a estrutura investigada envolvia o uso de contas bancárias de terceiros, empresas formalmente registradas em nome de comparsas e a interposição de pessoas para a realização de pagamentos e movimentações financeiras em benefício do investigado e de sua família, inclusive durante período de segregação cautelar".
Tromper
Em agosto do ano passado, sete alvos da Tromper, acusados de fraude em licitações e contratos da prefeitura, foram condenados. As sentenças ultrapassam 100 anos, sendo a maior delas a do empresário Ueverton da Silva Macedo, o “Frescura”, que foi condenado a 37 anos e nove meses.
Outro investigado na Tromper é Cláudio Jordão de Almeida Serra Filho, o Claudinho Serra, ex-vereador da Capital e ex-secretário de Fazenda de Sidrolândia. Em dezembro, a Justiça revogou o uso de tornozeleira eletrônica do político. Serra responde por crimes de corrupção, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro. Ele não foi alvo na operação de hoje.
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