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CONSUMIDOR

IPCA tem 5ª alta consecutiva do ano em Campo Grande

06 novembro 2020 - 15h43Por Da redação com IBGE

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de outubro em Campo Grande, subiu 0,91%, cerca de 0,35 p.p abaixo da taxa registrada em setembro (1,26%). É a quinta alta consecutiva do índice em Campo Grande. No ano, o indicador acumula alta de 4,36%. No Brasil, o IPCA foi de 0,86% e o acumulado do ano é de 2,22%.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados na capital, todos tiveram alta em setembro. A maior variação (1,82%) e o maior impacto (0,39 p.p.) no índice do mês vieram do grupo alimentação e bebidas, que desacelerou em relação a setembro (3,60%). O segundo maior impacto (0,19 p.p.) veio dos transportes (0,91%), enquanto a segunda maior variação veio dos artigos de residência (1,74%), que contribuíram com 0,07 p.p. no resultado geral. Outro destaque no lado das altas foi o grupo vestuário (1,41%), que acelerou frente a setembro (0,74%). Os demais grupos ficaram entre a alta de 0,03% em educação e a alta de 0,53% em habitação.

A desaceleração observada no grupo alimentação e bebidas (1,82%) ocorreu principalmente em função de altas menos intensas em alguns alimentos para consumo no domicílio (2,24%), como o arroz (11,81%) e carnes (3,22%). As variações no mês anterior haviam sido de 17,33% e 6,63%, respectivamente.

Por outro lado, a alta no preço do óleo de soja (12,07%) foi maior que em setembro (11,84%) e itens cujos preços haviam recuado no mês anterior, como o mamão (-17,03%) e a batata-inglesa (-3,68%), registraram alta em outubro (de 14,67% e 22,47%, respectivamente). No lado das quedas, destacam-se a cebola (-23,19%), a banana-maçã (- 9,60%) e a farinha de trigo (-6,91%).

A alimentação fora do domicílio passou de 1,28% em setembro para 0,56% em outubro, influenciada principalmente pela alta menos intensa do lanche (0,32%), que havia subido 4,10% no mês anterior.

O grupo habitação teve queda de 0,85% nos preços, fechando o mês de outubro com 0,53%, uma desaceleração em relação ao resultado de setembro (1,38%) contribuindo com 0,08 p.p para o índice geral. Em Campo Grande, foi verificado alta nos subitens aluguel residencial (0,96%), condomínio (-0,25%) e mudança (2,73%). Sendo que no mês anterior esses mesmos subitens apresentaram as seguintes porcentagens: 0,84%, 1,25% e 1,98%, respectivamente. No subgrupo artigos de limpeza houve destaque para queda nos subitens saco para lixo (-1,80%), água sanitária (- 2,79%) e sabão em pó (-1,17%). Já no subgrupo energia elétrica residencial também houve queda em relação ao mês anterior (3,41% em setembro), atingindo a marca de 0,37%. O grupo combustíveis e energia saiu de 3,17% em setembro para 0,62% em outubro puxado pelo gás de botijão que obteve 2,25% no mês anterior, e agora, em outubro, caiu para 1,61%.
Os preços dos artigos de residência (1,74%) subiram pelo sexto mês seguido, acumulando alta de 3,75 no ano e influenciado no índice em 0,07p.p. A maior alta se deu no subitem ar-condicionado (17,11%), que acumula alta de 16,24% no ano. A maiores contribuições negativas, no entanto, vieram dos subitens computador pessoal (-2,25%), que ainda acumula alta de 15,19% no ano e da máquina de lavar roupa (-1,02%), que acumula alta de 2,94% no ano.

O grupo Vestuário (1,41%) também teve variação positiva em outubro, mais intensa que a registrada em setembro (0,74%), acumulando 0,87% no ano e tendo influenciado o índice em 0,06p.p. Houve quedas nos preços dos subitens conjunto infantil (-2,3%) e agasalho feminino (-0,82%). Os maiores aumentos, por outro lado, se deram com os subitens joia (3,67%), lingerie (3,52%) e sapato masculino (3,0%).

Os transportes (0,91%) tiveram alta pelo quarto mês consecutivo, acumulando 4,06% no ano, influenciados, mais uma vez, pelo comportamento dos preços da gasolina, que subiu 2,0% em agosto, elevando o índice e em 0,14p.p. e acumulando 5,03% de aumento no ano. O maior aumento foi o das passagens aéreas (29,34%), que reverteu o movimento de queda dos últimos meses, mas ainda mantem uma queda acumulada de 41,23% no ano. O óleo diesel (-1,73%) e o etanol (-1,19%) registraram negativa, segurando a subida do grupo.

Saúde e cuidados pessoais, para agosto, teve variação mensal de 0,28%, revertendo a queda de setembro, tendo variação acumulada no ano de 1,42% e puxado o índice 0,036p.p. para cima. As maiores altas no subgrupo cuidados pessoais vieram dos subitens produto para higiene bucal (2,79%) e perfume (2,1%) e no subgrupo produtos farmacêuticos e óticos, a maior alta veio do subitem psicotrópico e anorexígeno (2,03%). Na contramão há o antigripal e antitussígeno (-2,09) e anti-inflamatórios e antirreumático (-1,73%).

O grupo educação ficou estável, com variação de 0,03% com acumulado no ano de 0,24%. A maior variação positiva foi detectada no subitem autoescola (1,16%) e a maior variação negativa, no livro não didático (-1,43%).

O grupo despesas pessoais teve variação de 0,47% no mês, frente os 0,37% obtidos em setembro, tendo acúmulo de 0,87% no ano e influenciado em 0,04p.p. o índice. As maiores altas vieram dos subitens alimento para animais (3,99%) e hospedagem (3,67%). Em compensação, serviços de higiene de animais e bicicleta tiveram quedas de 1,78% e 1,71% respectivamente.

Em comunicação (0,37%), as únicas variações foram os aumentos no subitem plano de telefonia fixa (2,66%) e aparelho telefônico (1,66%), que que fizeram com que o grupo influenciasse o índice em 0,02p.p.

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 1 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília. Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados entre 29 de setembro a 27 de outubro de 2020 com os vigentes entre 28 de agosto a 28 de setembro de 2020.

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