Preso após receber policiais militares do Batalhão de Choque a tiros na manhã desta quinta-feira, dia 09 de abril, Luiz Carlos de Matos Laurindo, 47 anos, estava com R$ 13.700 em espécie em casa, na rua Nossa Senhora de Fátima, na Vila Planalto, em Ponta Porã, na região de fronteira com o Paraguai.
Segundo o site Campo Grande News, para tentar impedir o cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência, Luiz Carlos efetuou os disparos usando uma pistola calibre 380 da marca suíça-alemã Sig Sauer, fabricada nos Estados Unidos. Conhecidas pela alta confiabilidade e tecnologia avançada, as armas da Sig Sauer são usadas por unidades táticas em vários países, inclusive do Brasil.
Dono de uma empresa de transporte e mudanças fechada em 2023, Luiz Carlos foi um dos alvos da Operação Pietra Cava, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) para cumprir seis mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão em Ponta Porã, Jardim, Campo Grande e Bonito.
Refugiado dentro da casa na companhia da mulher e de outras pessoas, inclusive crianças – filhos do filho dele, que mora nos fundos –, Luiz Carlos efetuou disparos contra os policiais e chegou a atingir o escudo de um deles. A equipe do Choque revidou a agressão e também atirou, mas ninguém foi atingido.
Após 50 minutos de negociação, ele se rendeu e saiu da casa na companhia da esposa. Levado para a Polícia Civil, foi autuado em flagrante por posse irregular de arma de uso restrito, tentativa de homicídio contra agente do Estado e desobediência à ordem judicial. Além do dinheiro e da pistola, os policiais apreenderam 12 munições calibre 380 intactas, 3 cartuchos deflagrados e um celular, entregues ao Gaeco.
De acordo com o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, as investigações revelaram que a organização criminosa usava uma empresa de marmoraria para transportar cocaína em meio a cargas de pedras. Somente em 2025, quase 800 quilos de cocaína do grupo foram apreendidos pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) na região de Guia Lopes da Laguna.
Condenado
Luiz Carlos de Matos Laurindo possui antecedentes por ligação com o narcotráfico. Em 25 de maio de 2020, ele foi preso junto com outros três homens em uma oficina mecânica no Bosque Santa Mônica, em Campo Grande, com 3,4 toneladas de maconha.
Naquele dia, policiais militares investigavam denúncia de um depósito de cargas roubadas no bairro quando encontraram um caminhão Mercedes Benz, carregado com produtos de limpeza. Entre a carga estavam as caixas com a maconha.
Luiz Carlos Laurindo confessou que havia sido contratado em Ponta Porã para levar a droga da fronteira com o Paraguai até a Capital. Alegou que ele e seu ajudante, também preso na oficina, não sabiam que a carga transportada era maconha.
Em 26 de fevereiro de 2021, os quatro presos foram condenados pelo juiz Dalton Igor Kita Conrado, da 5ª Vara Federal de Campo Grande. Luiz Carlos foi sentenciado a 9 anos de reclusão em regime fechado. Não há informação sobre a data em que ele foi colocado em liberdade após a condenação.
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