Em assembleia realizada nesta sexta-feira, funcionários da Enersul decidiram cruzar os braços. Eles estão concentrados em frente da sede da empresa, em Campo Grande, desde as 6h30. O grupo impede a entrada dos veículos, que foram estacionados ao longo da avenida Gury Marques, na saída para São Paulo. A Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) está no local, pois uma das três faixas da avenida é ocupada por carros da empresa.
A paralisação pretende forçar a direção da Enersul – que está sob intervenção – a negociar. Presidente do Sinergia/MS (Sindicato dos Eletricitários), Élvio Vargas relata que o estopim foi uma reunião realizada ontem.
“Pleiteamos 7% de reajuste. Considerando que no ano passado a Enersul teve lucro de R$ 151 milhões. Mas a reunião não durou nem dez minutos. A diretoria não quis analisar a proposta. Essa manifestação é em resposta ao descaso”, afirma.
Os funcionários levaram faixas de protesto e um carro de som, que repetia o refrão “Onde está dinheiro, o gato comeu”. A CUT (Central Única dos Trabalhadores) também participa da mobilização. A paralisação foi aprovada por unanimidade. “A empresa tem conseguido vários prêmios de mérito. O mínimo que pode fazer é valorizar os funcionários”, afirma o assistente técnico Ezequiel de Oliveira Lemos. A mobilização também acontece em Dourados.
A assessoria de imprensa da Enersul informou que foi proposta a reposição do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que está em 5,99%. Ainda segundo a assessoria, a direção não pode mexer no patrimônio da empresa, portanto, não pode dar reajuste acima da inflação.
A intervanção no Grupo Rede, dono da Enersul e outras sete empresas, foi determinada em agosto pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). A Enersul atende 73 municípios e 845,3 mil unidades consumidoras em Mato Grosso do Sul.
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