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SEQUESTRO

Família nega que recém-nascida foi entregue para pagar dívida de pai

07 agosto 2026 - 19h35Por Da Redação

Apesar de ser uma linha de investigação, a família da recém-nascida, de 28 dias, que teria sido sequestrada por um grupo na madrugada desta sexta-feira, dia 07 de agosto, nega que o “sequestro” tenha ocorrido em decorrência de dívidas do pai, que seria faccionado. Até o presente momento, a bebê não foi encontrada em Campo Grande.

Segundo o site Midiamax, a família relata a versão apresentada pela mãe da criança, uma adolescente de 17 anos, e também pela tia da bebê, de 12 anos. Assim, as duas contam que teriam sido dopadas ao irem à casa da então sequestradora em busca de serviço.

A segunda versão que teria sido apresentada era que a bebê havia sido entregue para pagar uma dívida do pai, que seria faccionado. No entanto, a versão é confrontada pela família, que diz que a suposta sequestradora teria cometido o crime para quitar a dívida do esposo, no valor de R$ 35 mil.

“Eles perguntaram se ela [mãe] queria entregar o bebê ou ser morta; falaram que iam jogar eles no buraco. A sequestradora disse que teria sequestrado o bebê para pagar a dívida do esposo, que devia R$ 30 mil. Parece que ele é criminoso”, disse a tia.

Enquanto aguardava para prestar depoimento na Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), o pai biólogo da recém-nascida, de 21 anos, nega que tenha envolvimento no caso. Ainda, disse estar preocupado com as informações que circulam.

“Colocaram como se fosse eu; não tinha nada a ver. Estou preocupado. Estão achando que fui eu que vendi a criança. Nem sabia, ela [mãe da bebê] não me falou nada, sumiu desde 12h e foi aparecer 1h da manhã”, disse o pai.

Por fim, a tia do bebê afirmou mais uma vez que a suposta dívida seria do esposo da sequestradora. “Ela roubou a criança para pagar a dívida do marido dela. A história está invertida. A bandida é ela [suposta sequestradora]. Ela que iludiu a menina, levou para o local e fez o que fez”, complementou a tia.

Criança não localizada

Até o momento, não foram repassadas informações sobre o paradeiro da criança. Com isso, a família afirma não saber onde está a bebê, de apenas 28 dias, que ainda não teria sido registrada — ou seja, não possui certidão de nascimento.

“A gente pede para a população que ajude a gente a encontrar ela; não sabemos nada. Tiraram um pedaço da gente. Ela nem viveu direito do nosso lado. Estamos muito preocupados. Qualquer informação, ligue para a polícia. Só pedimos ajuda”, pontuou a tia da bebê.

Caso

De acordo com a família da adolescente, a suspeita teria se aproximado da mãe durante a gestação e se oferecido para fazer um book de fotos da recém-nascida de graça. “Ela conheceu essa moça por um grupo de doação, quando ela estava na reta final da gravidez, e, por volta dos oito para nove meses de gestação, essa moça falava que ia doar roupa para ela, dar carrinho e um book de fotos. Aí ela aceitou”, contou a familiar.

A mulher já havia ido à casa da adolescente para levar roupas de criança para a recém-nascida. Já na tarde de quinta-feira (6), a suspeita chamou a adolescente para cuidar de um bebê de seis meses em sua casa.

“Aí essa moça falou para ela que ia pagar R$ 100 para ela cuidar da filha de seis meses dela [suspeita], que ela podia levar a recém-nascida junto”, explicou a familiar da mãe da bebê.

A vítima então foi até o local, junto da irmã, de 12 anos, em um carro de aplicativo pago pela suspeita. Ao chegar ao imóvel, a vítima pediu um copo de água, momento em que a suspeita levou a adolescente de 13 anos para os fundos de casa.

Com isso, um homem, que já estava na residência, teria aparecido e pressionado um pano no rosto da adolescente, fazendo-a desmaiar. Em seguida, trancou a vítima dentro do banheiro e a amarrou. Já a irmã da adolescente teria sido trancada no quarto, junto da recém-nascida.

As adolescentes teriam ficado presas no imóvel até de madrugada, momento em que os suspeitos as libertaram, sem a recém-nascida, e deixaram as duas próximas a uma área de mata na Avenida Guaicurus, na região da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Universitário.

O celular da vítima também foi levado pelos criminosos. O caso é investigado pela Depca (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente).

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