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Entidades fazem manifesto para lembrar o caso Roccaro

13 fevereiro 2013 - 09h30

Da Redação

Há exato um ano o jornalista e escritor Roberto Cardoso Rodrigues, Paulo Roccaro, foi assassinado a tiros em Ponta Porã. Em desfavor a impunidade e a violência contra o trabalho da imprensa em Mato Grosso do Sul, o Sinjorgran (Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Grande Dourados) e o Sindjor (Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul) fazem um manifesto para cobrar respostas das autoridades de segurança pública do Estado.

Os sindicatos publicaram uma carta nesta quarta-feira (13) enaltecendo a necessidade de haver comunicação livre na região, sem que haja repressão física ou ideológica contra o trabalho dos jornalistas de Mato Grosso do Sul, principalmente aqueles que buscam denunciar o tráfico e a corrupção.

O jornalista Paulo Roccaro levou nove tiros quando estava dentro de seu carro na fronteira com o Paraguai, na Avenida Brasil. Ele escrevia para o Jornal da Praça, e era conhecido por produzir matérias investigativas que abordavam temas como política e tráfico de drogas.

Durante o manifesto será lembrado os outros dois casos de assassinatos de jornalistas ocorrido no final do ano passado.

Leia a carta na íntegra:

Carta contra a impunidade: execução do jornalista Paulo Rocaro completa um ano

É com indignação que as entidades abaixo-assinadas cobram mais uma vez, publicamente, as autoridades de segurança de Mato Grosso do Sul, especialmente a 1ª Delegacia de Polícia de Ponta Porã e a Secretaria de Estado de Segurança Pública, para que esclareçam com urgência o crime cometido contra o jornalista Paulo Rocaro, com indícios de execução.

Sempre lembraremos e repudiaremos a violência. Nesta quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013, o falecimento completa um ano sem respostas Os cinco tiros que atingiram Paulo Rocaro mataram também parte da sensação de segurança e liberdade profissional de cada jornalista de Ponta Porã, Mato Grosso do Sul e do Brasil.

Em qualquer lugar do mundo, o jornalismo é fundamental para o fortalecimento da democracia. A repercussão internacional do atentado questionou a capacidade do Brasil em proporcionar condições mínimas ao exercício do jornalismo, condições exigidas até aos países que estão em guerra.

Assim, para combater a impunidade resultante das limitações estaduais, entre as ações dos sindicatos de jornalistas e da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) está a busca de apoio da sociedade e dos parlamentares para a aprovação de projeto de lei que permite a participação da Polícia Federal nas investigações dos crimes contra os
jornalistas.

Hoje, divulgamos essa carta contra a impunidade. Porém, nossa real vontade seria de celebrar a justiça, a vitória do Estado Democrático de Direito contra os criminosos. Queremos que essa data chegue o mais rápido possível. No entanto, a impunidade segue gritante, desvalorizando o trabalho do jornalista e legitimando outras violências contra ele. Por isso, unimos nossas vozes para exigir justiça.

PELO JORNALISMO E CONTRA A IMPUNIDADE SEMPRE!
Mato Grosso do Sul, 13 de fevereiro de 2013

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