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Em carta, advogado pede perdão por morte de PM em acidente

22 outubro 2020 - 19h05Por Da Redação

Preso desde a última segunda-feira, dia 19 de outubro, pela morte de soldado da Polícia Militar em acidente de trânsito, o advogado Helder da Cunha Rodrigues, 38 anos, escreveu à mão carta de desculpas à família da vítima.

No texto, ele se apresenta, diz estar falando não como advogado, mas como “homem que busca receber perdão”. Passa a apresentar as escusas pelo envolvimento na tragédia que provocou a morte de Luciano Abel de Carvalho Nunes, 29 anos, no cruzamento da Avenida Ministro João Arinos com a Centaurea, Bairro Cidade Jardim, na saída para Três Lagoas, em Campo Grande.

Não estou discutindo conduta ou razão, mas meus atos contribuíram na morte de alguém muito importante para a sociedade, peço perdão à família e amigos e a instituição à qual me representa, a Ordem dos Advogados do Brasil, bem como a todos que de alguma forma sofreram ao receber essa notícia”, escreve.

Na sequência, pede perdão a Deus, à família, amigos e conhecidos.  “Muitos sabem da minha índole do quanto eu batalhei e lutei para me tornar advogado”, completa.

Ao fim, fala que sabe que receber o perdão será algo mais difícil e cita a fé. “Ele sabe de todas as coisas, também sabe que não saí de casa com essa intenção, mais uma vez perdão, não atirem a primeira pedra todos somos falhos”.

Situação

Helder, por enquanto, foi indiciado por homicídio doloso e teve a prisão preventiva decretada. O inquérito sobre o caso está em andamento na Polícia Civil. Ele está em sala especial para advogados no Presídio Militar, no Jardim Noroeste.

O defensor dele, Pedro Paulo Sperb, disse ao site Campo Grande News que o cliente decidiu escrever a carta para se posicionar sobre o acidente. De acordo com ele, uma nova tentativa de revogação da prisão ainda está sendo analisada, e deverá ser apresentada na próxima semana.

No dia do acidente, a madrugada de segunda-feira, a vítima seguia numa motocicleta Yamaha XJ6 600 cilindradas, quando foi atingida pelo Chevrolet Cobalt dirigido pelo advogado.

Depois da pancada, o corpo do policial militar foi lançado a cerca de 30 metros do ponto de colisão. O motorista fugiu no local e depois alegou que teve medo de ser agredido. Acabou preso na delegacia de Polícia Civil próxima da região, no Bairro Tiradentes.

No depoimento, Helder admitiu que havia bebido quatro doses de vodca. No carro, foi achada meia garrafa da bebida. O motorista não tinha habilitação para dirigir veículos e sim motocicletas, de acordo com a informação divulgada pelo Detran (Departamento Estadual de Trânsito).

 

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