A demanda crescente faz o amarelo da soja brilhar como ouro. O valor da oleaginosa dispara em relação ao do ano passado, distanciando-se em até 72% no mercado de Mato Grosso do Sul – no fim da semana passada, o menor valor para a saca era de R$ 69 e, no mesmo período de 2011, era de R$ 41,70, conforme informações da Rural Business. A valorização é intensificada pelo aumento das exportações brasileiras em um ano em que o maior produtor do grão, os Estados Unidos, teve as lavouras assoladas pela seca. Esse comportamento do mercado faz com que o brilho do grão de soja ofusque outras atividades, como a pecuária e, até mesmo, a cana-de-açúcar.
“Há muita gente deixando a pecuária e a cana e indo para a soja”, afirmou Tânia Tozzi, analista chefe da equipe de grãos da Rural Business. “É que a soja tem altíssima liquidez”, explica. Essa liquidez se relaciona a um desiquilíbrio entre oferta e demanda: o mercado consumidor de soja é expressivo e, em sua maior parte, fala mandarim – os chineses importaram do Brasil, neste ano, 32 milhões de toneladas do grão.
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