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Com mudanças no toque de recolher, bares e restaurantes temem prejuízos e demissões

04 dezembro 2020 - 17h50Por Da redação

Nesta sexta-feira (04), a Abrasel- MS (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Mato Grosso do Sul) divulgou nota à imprensa, na qual destaca temer prejuízos no setor diante de alterações no Toque de Recolher no Estado. 

O setor se coloca como “seguro” na nota e diz seguir rígidas regras de biossegurança durante seus trabalhos. 

No texto, ainda há críticas voltadas para encontros durante campanha eleitoral, na qual o setor afirma que estes podem ter causado elevação nos números de contaminados pelo coronavírus em Mato Grosso do Sul.  

A Associação destaca que o segmento visava o mês de dezembro como promissor e diante do cenário modificado de permissões de horário do público na rua em MS, teme demissões e encerramento de atividades. 

“A mudança no toque de recolher é extremamente preocupante, pois o setor vem tentando se recuperar das graves perdas sofridas durante o ano e dezembro é considerado o melhor mês. Essa mudança poderá prejudicar os negócios locais, podendo causar demissões de trabalhadores e até mesmo fechamento de estabelecimentos”.

Conforme mostrado pelo Dourados News, mudança recente em decretos municipais ampliaram o Toque de Recolher em Dourados e Campo Grande. Em ambas as cidades, a medida que era estabelecida entre 0h às 05h e tornou a ser das 22h às 05h, conforme acontecia em meses anteriores.

Em Dourados, estão proibidas também atividades de tabacarias e aglomeração de pessoas “em qualquer recinto”.  

A justificativa para a alteração do toque de recolher é a preocupação com os casos confirmados de coronavírus que tem apresentado aumento em Mato Grosso do Sul e também com as mortes pela doença que continuam a ter registros constantes. 

A média de casos de coronavírus confirmadas por dia, no Estado, que já esteve entre 400 e 600 voltou a alcançar o total de 1.000. 

Em Campo Grande, o número de casos confirmados de coronavírus, chega a 47.619, nesta sexta-feira (04), sendo que nas últimas 24 horas, conforme a SES (Secretaria de Estado de Saúde) foram 601 novos. O total de vítimas fatais pela doença é de 797.

Em Dourados, o número de pessoas que contraíram a doença em 2020, chega a 10.312, sendo 74 nas últimas 24 horas. Foram 126 mortes pelo vírus. 

Mesmo diante deste cenário de pandemia, a Associação destaca acreditar que “seguindo os protocolos de biossegurança é possível proteger as pessoas e que o ideal é reforçar a fiscalização”, conforme a nota. 

Veja a nota na íntegra: 

“Desde o início da pandemia, a Abrasel MS – Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Mato Grosso do Sul vem orientando o setor de alimentação fora do lar a seguir as rígidas regras de biossegurança impostas, de maneira a proteger empresários, colaboradores e clientes.

Portanto, pode-se afirmar que o setor é seguro, tanto que os números de contaminação vinham caindo gradativamente e só começaram a subir a poucos dias, talvez influenciados por aglomerações em reuniões na campanha eleitoral, além de festas e eventos clandestinos que se proliferam pelas diversas regiões da cidade

A mudança no toque de recolher é extremamente preocupante, pois o setor vem tentando se recuperar das graves perdas sofridas durante o ano e dezembro é considerado o melhor mês. Essa mudança poderá prejudicar os negócios locais, podendo causar demissões de trabalhadores e até mesmo fechamento de estabelecimentos.

A Abrasel MS acredita que seguindo os protocolos de biossegurança é possível proteger as pessoas e que o ideal é reforçar a fiscalização. Não adianta fechar e restringir as empresas e deixar as aglomerações continuarem a acontecer em festas e eventos clandestinos.

A entidade reforça que o setor não suporta mais tais medidas, que afetam tanto a saúde econômica, quanto física e mental de empresários e trabalhadores e solicita que o poder público aja em favor da cidade e não contrário a quem gera riquezas, trabalho e garante a vida de milhares de pessoas”.

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