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Coema inicia divulgação do Cadastro Técnico Federal junto às indústrias

13 dezembro 2011 - 19h48

O Coema (Conselho Temático Permanente de Meio Ambiente) da Fiems promoveu nesta terça-feira (13/12), no Edifício Casa da Indústria, em Campo Grande, reunião com representantes do Siams (Sindicato das Indústrias da Alimentação de Mato Grosso do Sul), Sicadems (Sindicato das Indústrias de Frios, Carnes e Derivados do Estado) e Sindiplast/MS (Sindicato das Indústrias de Plásticos e Petroquímicas do Estado) para iniciar a divulgação sobre a obrigatoriedade do CTF (Cadastro Técnico Federal) junto ao Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).



O presidente do Coema da Fiems, Isaías Bernardini, explica que o CTF é um documento exigido pelo Governo Federal e todas as indústrias precisam estar cadastradas. “Por meio dele, o Ibama pretende acompanhar a situação ambiental das empresas. Apesar de ser uma intenção válida, o problema é que esse cadastro trará mais uma cobrança para as indústrias, ou seja, uma taxa trimestral cujo valor vai depender do potencial poluidor da empresa. No entanto, muitos empresários não estão nem sabendo disso, pois se trata de uma legislação recente, cabendo a nós divulgar essa informação junto às indústrias do Estado”, detalhou.



Ele acrescenta ainda que o Coema da Fiems está levando as informações necessárias para repassar aos sindicatos industriais, que terão de organizar sua base associativa para repassá-las. “Hoje, iniciamos a conversação com os representantes do Siams, Sicadems e Sindiplast/MS, pois temos a intenção de fazer um projeto piloto com as indústrias de alimentação. Nesse sentido, trouxemos o mestre em saneamento ambiental e recursos hídricos José Luiz Gonçalves, consultor de um case de sucesso na Capital, para repassar sua experiência”, explicou.



Sindicatos



Após a reunião, a secretária-executiva do Siams, Lúcia Longen, informou que o Sindicato pretende promover, inicialmente, a divulgação do CTF, abordando desde a forma como ele deve ser preenchido até oferecendo assessoria no sentido de encaminhar a empresa para uma consultoria. “Esperamos oferecer também assistência jurídica juntamente com assistência técnica, bem como alertar as indústrias do segmento sobre a necessidade de tirar o CTF o quanto antes, evitando multas e problemas maiores”, lembrou.



Para a assessora do Sicadems, Jussara Andrekowisk, além da divulgação sobre a importância do CTF, também se faz necessária a realização de uma pesquisa para identificar as indústrias que ainda não fizeram o cadastro. “A partir de 2014, o Ibama deve fechar o cerco sobre as indústrias que ainda não tiverem efetuado o cadastro, promovendo sanções que afetarão o faturamento dessas empresas”, alertou.



Já a representante do Sindiplast/MS, Érica Nogueira Viana, completa que a reunião serviu para deixar bem clara a importância de as empresas fazerem o CTF o mais rápido possível. “Vamos agilizar o repasse das informações obtidas nesta terça-feira para as indústrias filiadas. Entendemos que essa questão precisa ser trabalhada para evitar que as indústrias do segmento sejam pegas de surpresa quanto a esse assunto”, disse.



Gerando lucro



Durante a reunião, o especialista detalhou o exemplo bem sucedido na indústria de alimentação Jumbitos, que já fez todo o procedimento para tirar o CTF e está regularizada junto ao Ibama. “Ele nos explicou todo o processo dessa indústria e agora pretendemos levar esse case de sucesso para todas as outras indústrias do segmento da alimentação. No intenção é trabalhar toda a base associativa, incluindo também aquelas que ainda não estão filiadas ao Siams, para definir uma encaminhamento para que esse exemplo de sucesso seja divulgado e copiado, primeiramente, pelas indústrias de alimentação e, posteriormente, pelas empresas dos demais segmentos industriais”, pontuou o presidente do Coema da Fiems.



O mestre em saneamento ambiental e recursos hídricos José Luiz Gonçalves afirma que o CTF vai regularizar as situação ambiental das indústrias perante ao Ibama, que expedirá um certificado de autorização quanto a parte de resíduos, se ela tem um grande, médio ou pequeno potencial poluidor. “Esse certificado será exigido, a partir de 2014, até nos financiamentos que essas empresas pretendam fazer juntos aos bancos públicos”, acrescentou.



Ele garante que gestão ambiental não gera apenas despesas às empresas, contribuindo também para trazer lucro ao industrial. “Tirar o lixo de dentro da indústria e levar para a destinação correta sem nenhum custo, já é um grande negócio. Agora, pegar esse lixo e tirar da indústria e ainda receber por isso é melhor ainda”, declarou.




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