Seis brasileiros acusados sem provas de envolvimento na chacina de quatro pessoas, ocorrida na madrugada de 9 de outubro do ano passado na fronteira do Paraguai com Mato Grosso do Sul, ganharam liberdade nesta quinta-feira, dia 28 de abril, depois de quase sete meses.
Hywulysson Foresto, Juares Alvers da Silva, Luis Fernando Armani e Silva Simões, Gabriel Veiga de Souza, Farley José Cisto da Silva Leite Carrijo e Douglas Ribeiro Gomes foram presos por policiais paraguaios dois dias após a chacina que teve entre as vítimas a filha do governador de Amambay Ronald Acevedo.
Eles estavam em uma casa localizada na Colônia Cerro Cora’i, nos arredores de Pedro Juan Caballero, cidade separada por uma de Ponta Porã (a 313 km de Campo Grande). No dia da prisão, a Polícia Nacional informou que na casa também foram apreendidos três carros com placas brasileiras, três placas de outros veículos, celulares, joias e 74 gramas de maconha.
Naquele momento, os investigadores alegaram que a caminhonete usada pelos pistoleiros teriam entrado na casa onde os brasileiros estavam. Entretanto, a polícia paraguaia nunca apresentou qualquer prova da ligação deles com a chacina.
Os brasileiros eram “sacoleiros”, como são conhecidos os vendedores ambulantes que compram produtos importados na fronteira para revender. Eles alugaram a casa na fronteira para ficarem nos dias em que permaneciam em Pedro Juan para as compras.
Como a polícia e o Ministério Público do Paraguai não conseguiram apresentar provas, o juiz criminal de Garantias Álvaro Rojas Almirón deferiu o pedido de arquivamento definitivo do processo e ordenou a expulsão do grupo por desrespeito à Lei Migração do país vizinho.
Chacina
Na madrugada de 9 de outubro, três pistoleiros armados com fuzis desceram de uma caminhonete Toyota Hilux em frente a um centro de eventos em Pedro Juan Caballero e abriram fogo contra o grupo que entrava em uma SUV branca.
Morreram no local Haylee Carolina Acevedo Yunis, 21, Omar Vicente Álvarez Grance, 32 e as brasileiras Kaline Reinoso de Oliveira, 22, e Rhamye Jamilly Borges de Oliveira, 18. Kaline morava em Dourados. O alvo seria Osmar, narcotraficantes da fronteira e namorado de Haylee.
Na fronteira, a prisão dos brasileiros foi considerada ação midiática da Polícia Nacional para dar resposta à opinião pública pelo fato de a chacina ter vitimado a filha de político influente do Paraguai. O próprio governador Ronald Acevedo se manifestou publicamente sobre a prisão do grupo, afirmando que os brasileiros estavam presos por crime que não cometeram.
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Os brasileiros presos injustamente pela polícia paraguaia 2 dias após chacina em Pedro Juan - Crédito: (Arquivo)