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Após pagamento, trabalhadores da Usina Naviraí retornaram para cidades de origem

05 agosto 2011 - 18h20

Os 365 trabalhadores que optaram por não mais trabalhar na Infinity Agrícola S.A. já tiveram os contratos de trabalho rescindidos e retornaram para as suas cidades de origem. A rescisão foi realizada em Naviraí, na sexta-feira, 29 de julho. O procurador do Ministério Público do Trabalho (MPT) em Dourados, Jeferson Pereira, esteve em Naviraí, na sede do Cooperclube, para acompanhar as rescisões contratuais dos trabalhadores.

No local, conforme relatou o procurador, havia um clima de intenso descontentamento entre os trabalhadores, receosos de estarem recebendo menos que o devido, em razão do cálculo da média da produção. A empresa tinha até o dia 3 de agosto para realizar os pagamentos, mas como eles foram antecipados, a entrega das guias do seguro-desemprego teve de ser realizada em Campo Grande. Após reunião com o procurador do Trabalho, eles foram esclarecidos sobre como seria o recebimento das guias do seguro-desemprego e concordaram com a viagem até a Capital.

Os trabalhadores foram trazidos em dez ônibus fretados pela empresa para sede do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em Campo Grande, onde as guias do seguro-desemprego foram expedidas para garantir aos trabalhadores o benefício, independentemente do tempo de serviço prestado à usina. De Campo Grande, os ônibus com os trabalhadores seguiram para Minas Gerais e estados da região Nordeste.

As rescisões indiretas foram resultado do acordo judicial homologado pela Justiça do Trabalho em ação foi proposta pelo MPT, após operação do Grupo Móvel de Fiscalização Rural, que encontrou 542 trabalhadores vindos de Minas Gerais e de estados do Nordeste e 285 indígenas em situação degradante na Usina Naviraí.

Em assembléia realizada no alojamento da Usina, no dia 27 de julho, 438 trabalhadores manifestaram interesse em rescindir o contrato de trabalho, satisfeitos com a notícia de que teriam as despesas de transporte e alimentação pagas pela Usina, assim como todas as verbas rescisórias, como se fossem dispensados sem justa causa. Desses 438, 73 eram indígenas e permaneceram em Mato Grosso do Sul.

Em Campo Grande, à espera das guias do seguro-desemprego, um dos trabalhadores, de 45 anos, afirmou que cortou cana na Infinity por quatro meses. Ele foi contratado no município de Caetité, na Bahia, onde deixou a esposa e dois filhos. Ele já tinha tido experiência como cortador de cana no interior do Estado de São Paulo, mas agora, contente com a rescisão, quer voltar a trabalhar na roça, em sua cidade. Outro trabalhador, 37 anos, contou que iria voltar para Bodocó, no Pernambuco. Com saudades da esposa e da filha, disse que costumava se queixar dos alojamentos e da comida servida na Usina, mas agora queria voltar pra casa e trabalhar por lá mesmo. A história desses homens é semelhante a de vários trabalhadores que, agora, tiveram a oportunidade de voltar para casa.

No total, empresa a Infinity Agrícola desembolsou R$ 1,4 milhão para pagamento das verbas rescisórias e, aproximadamente, R$ 100 mil com transporte.

Para os trabalhadores que ficaram em na Usina Naviraí, a empresa pagará um abono de R$ 500 no final da safra, conforme pactuado com o Sindicato. A empresa também se comprometeu a dar preferência à admissão de trabalhadores da região e indígenas para substituir os trabalhadores dispensados.

Fonte: Ascom MPT / Mato Grosso do Sul

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