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À Justiça, pai alega que mexia celular enquanto filho se afogava

10 março 2020 - 20h35Por Da Redação

Em seu primeiro depoimento à justiça, Evaldo Christyan Dias Zenteno relatou que colocou o filho de apenas dois anos dentro de uma bacia com água e saiu para mexer no celular enquanto ele se afogava. O rapaz de 21 anos está preso desde setembro do ano passado, por matar Miguel Henrique dos Santos Zenteno.

Nesta terça-feira, dia 10 de março, Evaldo foi levado a sala de audiência da 2º Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, para contar ao juiz Aluízio dos Santos Pereira sua versar sobre a morte de Miguel. Mesmo algemado, chegou ao local com o rosto coberto pelo defensor público Rodrigo Stochiero, um pedido que partiu do próprio réu.

Em pouco menos de 30 minutos de depoimento, não usou a palavra morte em nenhum momento, afirmou apenas que “deixou o filho se afogar”. Diante do juiz, relatou que a ex-mulher foi embora de Campo Grande para trabalhar em Aquidauana e não falou que estava terminando o relacionamento. “Ela não chegou e falou à gente terminou”.

Evaldo alegou só descobrir sobre o termino um mês depois que a ex estava em Aquidauana. No entanto, em outras partes do depoimento, confirmou que a separação tinha acontecido dois meses antes do assassinato do filho e chegou a ser questionado pelo juiz das datas. “Me confundi”, respondeu reforçando a primeira versão.

No momento de detalhar o assassinato, contou que Miguel estava dormindo quando resolveu dar banho nele. Encheu a bacia de água e colocou o menino dentro, ainda de roupa, só com a cabeça submersa. Quando percebeu que o filho se debatia, saiu de perto, foi para a sala e começou a mexer no celular.

Contou que mandou uma mensagem para tia, que pediu o número da conta dela para mandar um dinheiro, e quando voltou para ver o filho, já encontrou Miguel “imobilizado”. Foi então que resolveu leva-lo até o hospital. “Achava que tinha como salvar ele”.

Mais de uma vez, Evaldo afirmou que estava transtornado, que não sabia o que estava fazendo. “Não lembro detalhes, fui acordar no outro dia na audiência de custódia, não acreditava no que tinha acontecido”. Disse ainda que só queria chamar atenção da mãe do menino, que desejava os três juntos novamente, como uma família.

Com informações do site Campo Grande News.

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