O Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul, por intermédio da 3ª Vara Criminal da Comarca de Dourados, leva a júri popular nesta quinta-feira (9) os três homens acusados do assassinato de Gabriel Vítor da Silva Morais, ocorrido em 29 de abril de 2023.
Agnaldo Vioto Terras, de 45 anos, Sonival Carlos dos Santos, de 44 anos, e Valdiclei Barboza de Oliveira, de 32 anos, respondem pela execução do mecânico em uma oficina localizada no cruzamento das ruas Cuiabá e Mato Grosso, na região central de Dourados.
Os acusados percorreram mais de dois mil quilômetros, saindo de Ji-Paraná com destino à Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai.
Na véspera do crime, o grupo deslocou-se de Ponta Porã até Dourados em um veículo de aplicativo sob o pretexto de resolver um desacerto financeiro com um funcionário da oficina. O reconhecimento do local e a logística de fuga foram realizados dias antes da execução.
No dia do crime, Gabriel Vítor foi atingido por múltiplos disparos, vindo a óbito antes do atendimento médico. A perícia técnica recolheu 11 cápsulas de munição calibre 9 milímetros no local.
A autoria e materialidade imputadas aos réus baseiam-se em relatórios de investigação, exames de corpo de delito, perícia em local de morte violenta e o levantamento de impressões papilares no veículo utilizado durante a ação.
Os réus foram presos em junho de 2023, durante a Operação "Queima de Arquivo", que cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em diversos endereços em Ji-Paraná.
As investigações conduzidas pelo Setor de Investigações Gerais (SIG) do 1º Distrito Policial detalham que a vítima possuía histórico de envolvimento com uma organização criminosa em Ji-Paraná (RO). Segundo os autos, o grupo realizava serviços de cobrança e homicídios no município rondoniense.
Por estar sob ameaça de morte em seu estado de origem devido a essas atividades, Gabriel Morais se mudou para Mato Grosso do Sul, onde trabalhava como mecânico à época do crime.
Ao Dourados News, a defesa dos réus, capitaneada pelo advogado Felipe Cazuo Azuma, nega o envolvimento deles no crime e alega que possuí meios para comprovar a inocência dos acusados, provando isso no Tribunal.
*Matéria editada às 16h25 para posicionamento da defesa dos réus.
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