Depois de denúncias de que paraguaios estariam adentrando corixos no Pantanal brasileiro para a prática de pesca predatória, o Comando da Polícia Militar Ambiental enviou os Policiais do Setor de Inteligência de Campo Grande, para fazer levantamentos e tentar prender os elementos no território brasileiro, tendo em vista a facilidade de fuga para o território do país vizinho.
Na Pré-semana Santa foram realizados levantamentos de onde os elementos pescavam e horários, sempre pela madrugada, e sem se afastar muito do território paraguaio, para facilitar uma possível fuga. Com os dados de como e onde normalmente ocorriam as pescarias ilegais, na operação Semana Santa, o Comando da PMA enviou equipes de Campo Grande, para apoiar os Policiais Militares Ambientais de Porto Murtinho para realizar o cerco e prisão dos denunciados.
Na noite de ontem (15) e madrugada de hoje (16), as equipes se dividiram e fecharam o cerco nos pontos, onde o Setor de Inteligência conseguiu levantar que as possíveis pescarias ilegais ocorreriam. Hoje (16) às 4h40, as equipes conseguiram efetuar a prisão de três paraguaios, no local denominado “Corixo Máquina I”, a uma distância náutica de 60 km da cidade de Porto Murtinho, pelo rio Paraguai. Como era muito próximo ao território vizinho, os infratores ainda tentaram fuga em uma embarcação que estavam, mas devido ao cerco bem planejado das equipes e a vegetação aquática no corixo, todos foram detidos.
Foram apreendidos 170 kg de pescado das espécies pintado, piranha, armal e curimbatá de vários tamanhos, inclusive pintados abaixo da medida mínima para captura, um motor de popa, além dos petrechos ilegais utilizados na captura do pescado, sendo: duas tarrafas, uma rede de pesca, medindo 280 metros e uma fisga, esta que também normalmente é utilizada para abate de jacarés. As equipes ainda permaneceram em diligências da região, na tentativa de encontrar mais pescadores, porém, ninguém mais foi preso.
Os infratores, de 32, 38 e 65 anos, residentes na cidade de Vallemi (PY), não foram autuados administrativamente (multa ambiental – julgada pelo órgão Estadual) porque não possuem Certificados de Pessoa Física (CPFs) brasileiros, porém, responderão pelo crime de pesca predatória de capturar pescado abaixo da medida permitida, com petrechos proibidos e acima da cota permitida por lei. A pena para o crime é de um a três anos de detenção.
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Foram apreendidos 170 kg de pescado - Crédito: PMA/Divulgação