As entidades de representação dos profissionais de jornalismo abaixo-assinadas vêm a público reivindicar aos órgãos de segurança pública de Mato Grosso do Sul, de todos os níveis, especialmente à 1ª Delegacia de Polícia de Ponta Porã, o empenho e precisão nos trabalhos de investigação sobre o assassinato do jornalista Paulo Roberto Cardoso Rodrigues, conhecido como Paulo Rocaro, ocorrido na noite de 12 de fevereiro de 2012.
Estendemos também a reivindicação às autoridades dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário para que promovam a mobilização e união de forças contra esse atentado ao Estado Democrático de Direito.
Queremos que todas as hipóteses sobre a motivação do crime sejam consideradas com a maior responsabilidade possível, já que Paulo Rocaro foi policial civil, escritor, presidente do Clube de Imprensa de Ponta Porã e, sobretudo, jornalista por mais de 30 anos, período em que denunciou fatos que prejudicaram os mais diversos interesses de criminosos do poder oficial e paralelo da região.
Lamentamos a morte do colega, vida que não poderemos reaver, e cobramos a urgência no esclarecimento do atentado, porque o autor do crime, ao matar um jornalista, feriu toda a categoria, profissionais que precisam sentir-se seguros e com toda a liberdade necessária para o desenvolvimento do seu trabalho, tão útil para a sociedade e a democracia.
A violência fragilizou todo o jornalismo de Ponta Porã, da região de fronteira, do Estado de Mato Grosso do Sul e do Brasil. A repercussão do crime é internacional, todos repudiando a situação e considerando uma agressão a liberdade de expressão do pensamento e informação, consagrada pela Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Defensores do Estado de Direito, cabe a nós, entidades, profissionais de jornalismo e cidadãos, esperarmos que os responsáveis pela segurança cumpram com o seu dever frente ao crime, pois infelizmente é o que resta a ser feito, já que o ideal seria que tivessem impedido que acontecesse. Nesse sentido, reivindicamos ainda que seja feito o possível pela proteção dos demais jornalistas que se sentirem ameaçados tanto em Ponta Porã quanto na cidade gêmea, Pedro Juan Caballero (Paraguai), bem como reconhecemos que tal responsabilidade também deve ser atribuída às empresas de comunicação, uma vez que contratam profissionais para atuarem no jornalismo investigativo. Portanto, elas devem estar cientes dos perigos pelos quais seus funcionários passam e, por isso, tem a obrigação de planejar e oferecer condições mínimas de segurança para seus empregados, como ocorre em qualquer profissão que envolva riscos à vida e à integridade física.
Mais uma vez manifestamos nosso pesar a família e colegas, repudiamos tal crime e afirmamos nossa vigilância permanente quanto aos encaminhamentos que serão realizados.
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