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CAMPO GRANDE

Servidor lotado há 20 anos na Sefaz é preso por desviar materiais de escritório

Itens eram vendidos para gráficas na Capital.

13 agosto 2020 - 14h31Por Da redação

Inquérito policial instaurado pela 3ª Delegacia de Polícia de Campo Grande para apurar crime de peculato cometido na Sefaz (Secretária do Estado de Fazenda) resultou na prisão de servidor lotado na pasta há mais de 20 anos. A investigação apontou que houve denúncia de várias pessoas, inclusive de vizinhos do servidor, de que ele realizava descarga de matérias desviados do órgão público.

Durante as diligências a Polícia Civil conseguiu imagens comprovando os fatos ilícitos praticados pelo servidor.

A autoridade policial realizou pedido de busca e apreensão domiciliar deferido pelo juízo criminal da 1ª vara de Campo Grande.

Na manhã desta quinta-feira (13), policiais da 3ª DP realizaram o cumprimento de busca e apreensão onde apreenderam várias cargas de papel sulfite e produtos de almoxarifado. O autor aproveitava o uso de carros públicos para fazer o transporte do material. Um veículo oficial também foi apreendido.

O funcionário público, que está lotado a mais de 20 anos na Secretaria de Fazenda, confessou o crime e disse que desviava grandes quantidades de resmas de papel sulfite a mais de 2 anos, e as revendia para gráficas e editoras da Capital. Ele afirmou ainda que já possuía uma rede a qual fazia o abastecimento, gerando uma “renda extra”, e justificou a ação por ter problemas de saúde, bem como sua esposa.

Além de material de provenientes de órgãos públicos como canetas e papéis de envelope, os policiais apreenderam ainda, R$ 4 mil em espécie. Ele afirmou que parte do dinheiro resultou das vendas destes produtos.

De acordo com o delegado Ricardo Bernadinelli, responsável pela conclusão do caso, o servidor público foi indiciado pelo crime de peculato – que é o crime contra a administração pública praticado por servidor público - na modalidade desvio. Ele afirmou ainda que espera concluir a investigação o mais breve possível para encaminhar ao judiciário.

“A investigação prossegue, porém ele não foi preso pois não estava em situação de flagrante e responderá ao processo em liberdade, mas já foi indiciado na data de hoje e o dinheiro vai ficar à disposição da justiça. Condenado, ele pode pegar uma pena de até 12 anos de prisão”, explicou.

“Esperamos uma condenação exemplar por esperar o zelo com a coisa pública. Como servidor público o exemplo tem que ser dado. Todo mau uso de bens públicos, do desvio, da apropriação, ela tem que ser extremamente reprimida para se dar o exemplo para a sociedade”, defendeu o Delegado.

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