Nesta quinta-feira (14), o ministro do Interior, Arnaldo Giuzzio, anunciou que haverá transferências massivas na polícia do departamento de Amambay após os últimos acontecimentos naquela região, especificamente a execução de quatro pessoas no último sábado (9).
De acordo com Guizzo, a situação está complicada devido ao combate às drogas e à disputa de território. Por isso, foi anunciada uma transferência maciça na polícia de Amambay para "guerra às drogas".
“Estamos deslocando mais policiais em Pedro Juan Caballero, haverá transferências massivas também. A corrupção nessa área é grande, acontece que muitas vezes alguns agentes recebem dinheiro de grupos criminosos”, disse o ministro em nota encaminhada à imprensa.
O Secretário de Estado afirmou que os narcotraficantes muitas vezes continuam operando de forma desenfreada desde as prisões e que a luta na cidade de Pedro Juan Caballero é por território. Em sua opinião, os criminosos administram grandes somas de dinheiro para permear as instituições do Estado.
Giuzzio indicou que vários "chefes" do narcotráfico foram presos e mortos, mas uma nova disputa começou e os atos de violência aumentaram. Ele ressaltou que os casos de Pedro Juan Caballero também podem serem decorrência a um "efeito rebote" porque ele se espreme em um lugar e explode em outro.
“O crime organizado não vai desaparecer, mas pode se deslocar para outro lugar. Precisamos ter mais presença nessa área, isso não é fácil, senão nem o melhor ministro vai conseguir lutar contra eles. Há muito dinheiro em jogo, dinheiro do narcotráfico, o mercado aumentou e a produção aumentou, mas isso não é só no Paraguai, é no mundo”, acrescentou.
Agentes da Polícia Nacional e do Ministério Público realizaram uma operação na madrugada desta quinta-feira na Penitenciária Regional Pedro Juan Caballero, no âmbito da investigação do quádruplo homicídio no sábado passado.
Conforme informado pelo Dourados News, os mortos no ataque do sábado são Omar Vicente Álvarez Grance, vulgo Bebeto; Kaline Reinoso de Oliveira, Rhannye Jamilly Borges de Oliveira e Hailee Carolina Acevedo Yunis, filha do governador de Amambay, Ronald Acevedo.
Até o momento são sete detidos, que estão à disposição do Ministério Público.
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