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Policial afastado diz que cobrança de taxas é normal

25 outubro 2004 - 07h08

O capitão Wellington Luís Santana Lopes, comandante afastado do 3º Pelotão da Polícia Militar de Rio Brilhante, que está sendo investigado por intermédio de IPM (Inquérito Policial Militar), aberto sexta-feira, após auditoria realizada pela juíza militar Marilza Fortes no Município, disse no final de semana, através do advogado Upiran Jorge Gonçalves, que a cobrança de taxas nas unidades policiais e militares é um fato "praticamente normal" em todo o Estado. O comando geral da PM determinou o afastamento do comandante da unidade de Rio Brilhante para apuração de irregularidades na administração de dinheiro arrecadado pela confecção de Boletins de Ocorrências e outras taxas devidas ao Funresp (Fundo de Manutenção e Resserviço da Segurança Pública). A partir de denúncia anônima, onde constavam cópias de algumas guias emitidas em valores que variam de R$ 50 a R$ 300, cujos valores não entravam oficialmente nos cofres da corporação, uma equipe da PM-2, o Serviço Reservado da instituição, foi acionada pelo comandante geral da PM no Estado, coronel Ivan de Almeida, para cuidar desse caso. Wellington disse, através do advogado, que quando assumiu o posto essa prática já existia no Município. "Esses valores sempre foram recolhidos pela unidade, como aliás acontece em quase todas as repartições do Estado, inclusive nas delegacias de polícia, e o dinheiro é utilizado para despesas de manutenção, compra de papel, cartuchos de tinta, entre outros pequenos gastos", explicou o advogado. Segundo Upiran, a decisão da juíza foi baseada em representação do Ministério Público, a partir da denúncia anônima encaminhada por escrito e sem data para a Auditoria Militar. "Soa estranho o fato desse afastamento ter sido determinado poucos dias depois das eleições municipais, e justamente em um processo em que o capitão Wellington chegou a se indispor com um oficial lotado na unidade e que vinha tentando burlar a normalidade da legislação eleitoral em Rio Brilhante", comentou o advogado dele, acrescentando que essas questões deverão ser esclarecidas a partir de agora, com o IPM.

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