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FRONTEIRA

Polícia prende rapaz que alugou casa onde brasileiro foi executado

07 outubro 2021 - 18h05Por Da Redação

Foi preso nesta quinta-feira, dia 07 de outubro, na fronteira do Paraguai com Mato Grosso do Sul um dos suspeitos de ligação na execução do brasileiro Rogério Laurete Buosi, 26 anos, ocorrido no dia 25 de setembro em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia que faz fronteira com Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul.

Segundo a Polícia Nacional, Henrique Arce López, 18 anos, tinha alugado a casa onde Rogério foi morto com vários tiros de pistola 9 milímetros. Ao lado do corpo foi deixado bilhete com a frase “não roubar na fronteira), assinado pelos supostos “justiceiros”.

Policiais paraguaios informaram que Henrique tinha alugado a casa a pedido de Julio César Ocampos Monges. A família afirma que ele desapareceu no mesmo dia da morte do brasileiro e teme que também tenha sido executado.

Entretanto, a polícia pediu a prisão de Julio por suspeita de ligação na morte de Rogério. O carro dele, um Toyota, foi visto deixando a casa onde o brasileiro foi morto minutos após os tiros e depois encontrado abandonado em frente a um condomínio.

Julio Ocampos mora em uma das quitinetes. E outro imóvel do mesmo condomínio, os policiais encontraram o passaporte do brasileiro Carlos Limar de Souza Lima, também executado na semana passada.

Supostamente ligado à facção PCC (Primeiro Comando da Capital), Carlos foi torturado e decapitado e teve o corpo deixado enrolado em um edredom em frente ao quartel do Exército paraguaio em Pedro Juan Caballero. A polícia paraguaia ainda não revelou qual a ligação entre essas duas mortes.

A suspeita é de que Rogério Buosi tenha sido morto pelos “justiceiros” e Carlos Limar pelo “Crime”, outro grupo de extermínio da linha internacional, rival dos Justiceiros da Fronteira”.

“Inocente” – Familiares de Rogério Buosi rebateram a suspeita de que ele tenha sido morto por suposta ligação com o crime. “Eu era melhor amiga do meu irmão e ele me contava tudo, seja coisas certas como erradas. Ele não participava de roubos e furtos como estão dizendo. Meu irmão morreu e está sendo taxado como ladrão”, afirmou a irmã de Rogério, a promotora de vendas Ana Lara Batista Leal, 21.

Segundo ela, Rogério decidiu morar na fronteira depois de terminar um relacionamento. “Uns amigos dele moravam lá e ele foi com a promessa de trabalhar na empresa de uns conhecidos”, disse Ana Lara.


 

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