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Polícia investiga 'acerto' em atentado a libanês de Ciudad del Este

20 agosto 2009 - 14h22

A tentativa de assassinato sofrida pelo comerciante libanês Ali Ahmad Zaioum, na última segunda-feira (17), em uma das avenidas mais transitadas de Ciudad del Este, pode ser fruto de um “acerto de contas” provocado por disputas comerciais ou denúncias efetuadas pelo empresário.
Acusado de comandar a chamada “Máfia das Marcas” no lado paraguaio da fronteira, Zaioum responde a pelo menos seis processos judiciais e conta com inimizades na própria comunidade árabe, uma vez que é apontado como informante das agências antiterrorismo que atuam na região.
Ao sair de uma audiência no Fórum de Ciudad del Este e embarcar em sua caminhonete blindada, acompanhado por seu guarda-costas, Zaioum foi interceptado por dois homens a bordo de uma motocicleta, que dispararam 12 tiros em direção ao veículo, cuja blindagem suportou o impacto das balas.
Na sequência, houve tiroteio e perseguição policial em plena Avenida Bernardino Caballero, com os dois sicários sendo encurralados e atingidos por balas disparadas pelos homens da lei.
Aníbal Morínigo, 38, segurança do Shopping King Fong, recebeu três impactos, porém, sobreviveu e já encontra-se recluído à disposição da justiça. Seu comparsa de ataque, porém, não teve a mesma sorte, falecendo após entrar em um matagal para tentar ocultar-se da polícia.
O bandido foi identificado como Néstor Damián Morilla Rodríguez, 23, e reconhecido pelos próprios policiais, uma vez que era suboficial-ajudante do Regimento de Cavalaria da polícia local. Um segundo policial, identificado apenas como Acosta, fazia a segurança particular de Zaioum no momento do ataque.
Em suas primeiras declarações sobre o caso, o libanês negou ter suspeitas sobre a autoria do atentado, alegando não ter inimigos. Em seu depoimento à polícia, no entanto, lançou uma série de acusações contra pessoas que, segundo ele, teriam interesse em assassiná-lo.
Entre os acusados, está o também comerciante Mohamad Barakat, vítima de um polêmico sequestro ocorrido em 2007 e que, segundo informa o jornal La Nación, deixou o país na mesma manhã do ataque. Fernando Sosa, advogado de Barakat, e Hector Guerín, jornalista do ABC Color, foram igualmente citados.
No caso do jornalista, Zaioum alega ser vítima de extorsão, com Guerín exigindo a soma de US$ 60 mil para suspender a publicação de reportagens que revelam as fraudes cometidas pelo comerciante ao registrar a “autoria” de produtos como a calculadora e o desenho industrial do videogame Playstation.
O atentado é alvo de investigação pelo Ministério Público e pela Polícia Nacional do Paraguai, que apura, ainda, a eventual participação de mais de seus agentes no planejamento da ação ou na prestação de serviços de guarda-costas a comercia.

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