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Polícia haitiana mata dois rebeldes em posto de controle

08 setembro 2004 - 19h30

A polícia haitiana matou dois rebeldes a tiros em um posto de controle na capital, incidente que levou um dos líderes insurgentes a prometer retaliações, na quarta-feira. A morte dos dois ex-soldados aumentou a tensão entre a polícia e os antigos membros do Exército, que lutam pelo controle da segurança no país. As Forças Armadas haitianas foram desmanteladas na década de 1990. Os dois rebeldes usavam fardas camufladas e dirigiam um veículo que havia sido roubado da polícia e rebatizado como veículo do Exército, segundo o delegado Fritz Gerald Appolon. Uma patrulha da polícia parou o carro na noite de terça-feira e disparou quando os ocupantes ignoraram um alerta, de acordo com o policial. "Um deles saiu do veículo com um rifle M-14, ordenamos a ele que depusesse a arma. Em vez disso, ele atirou em um policial, nós respondemos e os dois foram mortos", disse Appolon à Reuters na quarta-feira. Os dois rebeldes eram de Petit Goave, cidade no sul do Haiti, capturada há quase duas semanas por ex-soldados que tentam restabelecer o Exército. O líder rebelde Remissainthe Ravix condenou as mortes em Porto Príncipe e disse estar "preparando uma resposta apropriada ao que aconteceu". Ravix, que participou da rebelião que em fevereiro depôs o presidente Jean-Bertrand Aristide, afirmou que o atual primeiro-ministro interino do país, Gerard Latortue, ajudou a financiar a revolta. O governo não comentou a declaração. Os rebeldes chamaram Latortue e outros funcionários do governo interino de traidores. "Ele nos disse que iria restaurar o Exército e satisfazer várias das nossas exigências. Ele fez justamente o contrário. Parece que ele não aprendeu nenhuma lição do que aconteceu com Aristide", afirmou Ravix à Reuters. A polícia haitiana, ajudada por tropas da ONU, invadiu na terça-feira a cidade de Saint-Marc, ao norte da capital, e recuperou-a das mãos dos rebeldes, que haviam ocupado o local na véspera. Ravix se recusou a se encontrar com uma comissão nomeada por Latortue para negociar um acordo político entre o governo e os ex-soldados. As autoridades dizem que pretendem autorizar até mil ex-soldados a participarem da polícia, mas rejeitaram a proposta de pagar dez anos de soldos atrasados.

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