A Polícia Federal prendeu hoje (7) 22 pessoas acusadas fraude na importação de veículos e de mercadorias de luxo. Um dos investigados, que está nos Estados Unidos, deve ser preso pelo FBI (Federal Bureau of Investigation) e deportado para o Brasil. As informação são da Procuradoria Geral da República e da Polícia Federal.
A Operação Titanic, que está sendo realizada pela Polícia Federal, pelo Ministério Público Federal e pela Receita Federal, apurou que a sonegação fiscal praticada pela organização criminosa em 2007 resultou em um prejuízo aos cofres públicos de pelo menos R$ 7 milhões. No período, aproximadamente 190 veículos chegaram ao Brasil de forma fraudulenta. Entre os modelos importados estão automóveis Ferrari, Lamborghini, Porsche e Nissan Infiniti, entre outros.
Houve também fraude na importação de mais de 50 motos de luxo.
De acordo com as investigações, colaboravam com a fraude servidores públicos, além de empresários brasileiros e estrangeiros, contadores, advogados e corretores de câmbio.
Entre os crimes cometidos pela quadrilha estão corrupção de servidores públicos, contabilidade fictícia, inserção de informações falsas em contratos de câmbio visando à evasão de divisas, descaminho, lavagem de bens e capitais, corrupção passiva e tráfico de influência. Empresas situadas nos Estados Unidos e no Canadá também participaram das fraudes.
A quadrilha era encabeçada pelo empresário capixaba Adriano Mariano Scopel, proprietário da empresa Tag Importação e Exportação de Veículos Ltda., uma das maiores importadoras de veículos de alto luxo do país. O grupo usava o terminal portuário de Peiú, um dos mais importantes da região metropolitana de Vitória, como pátio de negócios.
Para escapar da fiscalização, a quadrilha montou em torno de si uma espécie de escudo graças à concessão de vantagens ilícitas a servidores públicos, entre os quais quatro auditores fiscais da Receita Federal, três deles do Espírito Santo, e um servidor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A operação mobilizou 160 policiais federais e oito auditores da Receita Federal para cumprir 54 mandados de busca e apreensão e mandados de prisão nos estados do Espírito Santo, Rondônia, São Paulo e Minas Gerais.
Os presos responderão por evasão de divisas, crime contra a ordem tributária e contra o sistema financeiro nacional, falsidade ideológica, corrupção ativa e passiva, entre outros. Se condenados, poderão pegar mais de 30 anos de prisão.
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